Documentário investiga o que acontece quando os primeiros anos de uma criança são entregues a um sistema com baixa qualidade e disputas ideológicas.

Existe uma janela na vida de toda criança. Ela abre nos primeiros anos de vida, quando o cérebro forma as conexões que vão influenciar tudo o que vem depois.
O que acontece quando esse período é mal aproveitado?
Uma pesquisa observou 3.467 turmas de educação infantil em todo o Brasil. O resultado foi perturbador:
55% das turmas não tiveram nenhum momento de leitura de histórias;
Em 90% delas, as crianças sequer podiam pegar um livro;
Apenas 9% tinham planejamento pedagógico diário;
Quatro em cada dez turmas não tiveram nem brincadeira livre, o único eixo pedagógico que ninguém discute.
Diante desses dados, a Brasil Paralelo decidiu investigar o tema. O resultado dessa pesquisa é Pedagogia do Abandono, nosso novo documentário.
A parte 1 estreia no próximo domingo (20), com exibição gratuita e única às 20h.
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Depois de Pátria Educadora e Unitopia, a Brasil Paralelo volta ao tema da educação por um dos ângulos mais importantes: a primeira infância.
O documentário parte de um dado científico estabelecido: os primeiros anos de vida são quando o cérebro passa pela chamada janela de oportunidades, o período de maior formação de conexões neurais.
O que é aprendido ou negligenciado nessa fase fica gravado no cérebro da criança.
A produção mostra o que está sendo ensinado as crianças brasileiras. E questiona as origens do método pedagógico atual.
Entre os temas investigados estão a teoria do apego, os estudos sobre o impacto de longos períodos em creches e a escolarização obrigatória aos quatro anos, uma das mais precoces do mundo.
O documentário também questiona a distância entre o que a ciência aponta e o que prevalece nas diretrizes pedagógicas brasileiras.
Um dos entrevistados é Jay Belsky, um dos maiores especialistas em desenvolvimento infantil do mundo.
Foi pioneiro em apontar os riscos do cuidado não-materno por longos períodos nos primeiros anos de vida. E foi perseguido por isso.
O documentário também mostra que o Brasil está entre os países que mais concentram no Estado a autoridade sobre a educação infantil.
O país investe em educação de zero a três anos, mas quase todo esse recurso vai para a expansão de creches públicas. Outros países oferecem subsídios para que os próprios pais cuidem dos filhos em casa.
A produção reúne ainda Fausto Zamboni, Ilona Becskeházy, Vitor Haase, Marcelo Masruha, Pedro Caldeira, Eduardo Queiroz, Flávio Cunha e Édison Prado, especialistas em neuropsicologia, neuropediatria, economia e desenvolvimento infantil.
A parte 1 de Pedagogia do Abandono será exibida gratuitamente no dia 20 de abril, às 20h, em sessão única.
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