Questionada sobre uma possível ligação entre os casos, a Casa Branca admitiu que o tema merece investigação.

Em fevereiro, o major-general aposentado da Força Aérea americana William Neil McCasland saiu de casa em Albuquerque, no Novo México.
Ele deixou para trás o celular e os óculos. Desde então, nunca mais foi visto.
Ele participava de pesquisas sobre óvnis e havia desaparecido semanas após Donald Trump anunciar a liberação de registros governamentais sobre fenômenos anormais não identificados.
O caso de McCasland não é o único.
De acordo com a imprensa americana, pelo menos dez pessoas com acesso a informações ligadas a programas nucleares, aeroespaciais ou de fenômenos não identificados desapareceram ou foram encontradas mortas nos EUA.
Os casos estão registrados desde 2024.
O padrão chamou a atenção da imprensa americana e chegou à Casa Branca nesta quarta-feira (15).
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Questionada sobre uma possível ligação entre os casos, a porta-voz Karoline Leavitt disse ter visto as reportagens, mas afirmou não ter mais informações.
"Se for verdade, é claro, isso definitivamente é algo que este governo consideraria um trabalho que vale a pena investigar", disse.
A revista Newsweek listou oito dos episódios. Entre eles estão:
Frank Maiwald, pesquisador da Nasa morto em julho de 2024 com causa não divulgada;
Anthony Chavez, ex-funcionário do Laboratório Nacional de Los Alamos, desaparecido em maio de 2025;
Monica Reza, cientista da Nasa que sumiu durante uma caminhada em junho de 2025;
Melissa Casias, assistente administrativa em Los Alamos que desapareceu em junho de 2025.
Jason Thomas, diretor assistente da farmacêutica Novartis cujo corpo foi encontrado dentro de um lago em março de 2026, meses após seu desaparecimento em dezembro.
Também constam na lista Nuno Loureiro, chefe do Centro de Ciência de Plasma e Fusão do MIT, morto em casa em dezembro de 2025, e Carl Grillmair, astrofísico baleado na varanda de casa em fevereiro
A rede NewsNation acrescentou outros dois nomes:
Steven Garcia, contratado com acesso de segurança máxima à instalação ligada ao programa nuclear americano, desaparecido em agosto de 2025, e Michael David Hicks, cientista que trabalhou em missões espaciais e morreu em 2023 sem causa divulgada.
Todos tinham algum tipo de acesso a informações sensíveis ou a instalações de segurança máxima ligadas ao governo americano.
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Marik von Rennenkampf, ex-analista do Departamento de Estado, classificou o padrão como bizarro em entrevista à imprensa americana e avaliou que o limite de coincidências pode ter sido ultrapassado.
Chris Swecker, ex-diretor assistente do FBI, descartou explicações sobrenaturais, mas não descartou espionagem caso os atos não sejam aleatórios. Ele afirma que o FBI provavelmente revisa os casos, embora detalhes permaneçam confidenciais.
As autoridades não relacionam oficialmente os incidentes entre si. Cada caso segue sendo tratado de forma separada.
O deputado republicano Eric Burlison pediu que o Congresso busque respostas e afirmou já ter solicitado o envolvimento do FBI.
"O desaparecimento de vários cientistas e militares com ligação a pesquisas avançadas é profundamente preocupante", publicou.
As buscas por McCasland seguem ativas, com apoio do FBI e do xerife do condado de Bernalillo. Autoridades pedem ajuda da população com informações sobre seu paradeiro.
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