Su Ziming foi detida quase um mês após operação que acabou com 30 pastores detidos.

A esposa do pastor Wang Li, líder de uma das maiores igrejas da China, foi presa. Ela havia sido convidada a depor sobre suspeita de “uso ilegal de uma rede de informação”.
Membros da Zion Church alegam que a medida pode ser uma estratégia para pressionar o pastor.
Ele foi preso juntamente com mais de 30 pastores da Zion Church, uma das igrejas evangélicas não registradas mais influentes no país.
Segundo a agência Reuters, as acusações contra os religiosos se baseiam no crime de “uso ilegal de redes de informação”, o que pode render uma pena de até 7 anos em prisão.
O pastor Sean Long Fei, porta-voz da Zion Church que vive nos EUA, disse que ao menos 150 fiéis passaram por interrogatórios com as autoridades chinesas.
Um dia após a prisão de Wang, sua esposa Su Ziming teria sido impedida de deixar o país pela imigração.
Cristãos afirmam para a organização China Aid que as autoridades teriam dificuldades para sustentar o caso e por isso estariam usando familiares para pressionar os pastores.
Eles também afirmam que os parentes de Su Ziming não foram avisados sobre sua detenção.
Essa é a maior operação de repressão contra um grupo religioso na China desde 2018, quando as regras para o compartilhamento de mensagens religiosas se tornaram mais duras.
Chats online que tenham mensagens cristãs são fechados, no mesmo ano, o governo proibiu as atividades da Zion Church.
Na época, a igreja havia se recusado a autorizar câmeras de vigilância em sua sede na capital Pequim.
A igreja foi fundada em 2007 pelo pastor Mingri. Atualmente conta com mais de 5 mil fiéis espalhados em 40 cidades.
No país as igrejas podem existir, desde que cumpram regras rígidas estabelecidas pelo governo.
Atualmente, o Partido Comunista Chinês reconhece e autoriza apenas 5 religiões:
Todas são obrigadas a ensinar doutrinas estabelecidas pelo governo. Religiosos que não aceitam podem ser aprisionados e enviados a “campos de reeducação”.
O Ministério de Assuntos Religiosos da China também obriga igrejas locais a exibirem placas pró-comunismo em frente aos templos.
Os textos incluem slogans como “Ame o Partido Comunista, ame o país e ame a religião”. Ao mesmo tempo, autoridades proíbem cruzes nos telhados alegando “riscos à segurança".
Entenda como a China foi dominada pelo Partido Comunista com o último episódio do épico História do Comunismo. Assista ao primeiro episódio da série abaixo:
Clique aqui e garanta acesso à série completa, além de todas as produções originais da Brasil Paralelo por apenas R$10.
Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa.
Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos.
Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo.