Grupo controlava grande parte de El Salvador antes do governo de Nayib Bukele.

Quem anda pelas ruas de El Salvador nem consegue imaginar como era o país há cerca de quatro anos.
Atualmente, a nação da América Central tem uma taxa de homicídios menor do que o Canadá, mas já foi considerado um dos mais perigosos do mundo.
As ruas eram controladas por gangues violentas, conhecidas como “Maras”, que disputavam territórios e aterrorizavam a população.
Uma das facções mais poderosas e famosas que assolava o país era a Mara Salvatrucha, mais conhecida pela sigla MS-13.
Durante anos, o grupo e sua rival Barrio 18 chegaram a controlar quase 80% de todo o território do país, segundo as autoridades salvadorenhas.
O nome da organização é uma junção da palavra Salva, uma referência ao país, e a expressão “trucha”, uma gíria para alguém esperto e vigilante.
Apesar dessa facção ter tomado conta de El Salvador, suas origens não estão no país, mas sim dos EUA, mais especificamente de Los Angeles.
A Brasil Paralelo vai investigar como El Salvador deixou de ser o país mais violento do mundo para virar um dos mais pacíficos em um documentário que virá ao ar no dia 20 de maio. Clique aqui e garanta seu acesso.
Na década de 1980, El Salvador vivia uma sangrenta guerra civil alimentada pela Guerra Fria.
O governo, apoiadas pelos EUA, combatia a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), apoiada por Cuba e pela URSS.
O conflito fez com que mais de 1 milhão de pessoas deixassem o país, o equivalente a cerca de 25% da população na época.
Muitos dos que fugiram do país encontraram refúgio nos EUA. Na Califórnia, um grupo de adolescentes fãs de rock se formou para usar drogas e ouvir música.
Conforme crescia, os jovens se tornavam cada vez mais violentos e se envolviam em brigas com outras gangues.
As rivalidades nas ruas fizeram com que a organização procurasse o controle de território se tornava uma prioridade.
O grupo começou a se envolver mais a fundo em atividades criminosas, como extorsões e o tráfico de drogas.
Dentro das cadeias da Califórnia, os membros da MS-13 se aproximaram de um grupo chamado de Mexican Mafia, conhecido como “La Eme”.
Essa aliança ajudou a criar regras, códigos e uma hierarquia mais rígida, o que profissionalizou a organização no mundo do crime.
Foi nessa época que a Mara Salvatrucha passou a usar o número 13, em referência à letra “M”, a décima terceira do alfabeto. Isso era uma forma de demonstrar sua lealdade aos mexicanos.
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Nos anos 1990, o governo dos Estados Unidos intensificou a deportação de imigrantes envolvidos com crimes.
Milhares de membros da MS-13 foram enviados de volta para seus países de origem, principalmente El Salvador, Honduras e Guatemala.
Esses criminosos espalharam a organização, que encontrou um solo fértil para se expandir em meio à pobreza e fraqueza dos Estados na América Central.
O recrutamento se concentra em adolescentes pobres, que precisavam passar por um processo brutal para se juntarem.
Segundo autoridades, novos membros precisavam suportar sessões de espancamento e provar lealdade cometendo crimes como assassinatos.
A gangue utiliza tatuagens por todo o corpo como marca de identidade, símbolos que funcionavam mostram o compromisso permanente de seus membros.
Atualmente, estimativas apontam para mais de 50 mil membros da organização na América Central e entre 6 e 10 mil nos EUA.
Como muitos de seus membros fundadores eram amantes fervorosos do heavy metal, a MS-13 tem um forte histórico de usar símbolos desse estilo musical.
Na década de 1980, muitas bandas desse gênero abordaram questões como ocultismo e esoterismo, o que popularizou esse tipo de narrativa entre fãs.
Muitos membros do MS-13 usavam símbolos e objetos ligados ao satanismo, alguns chegavam até a fazer práticas mais sérias, com rituais macabros e sacrifícios de animais.
O presidente Bukele chegou a acusar o grupo de praticar assassinatos ritualísticos e até mesmo sacrifícios de bebês.
Em uma entrevista com Tucker Carlson, o presidente contou que conheceu um ex-membro da facção que deixou o grupo após testemunhar um desses casos:
“Ele falou que estava acostumado a matar por território ou para coletar dinheiro, mas foi a uma casa onde os criminosos estavam prestes a matar um bebê e ele disse ‘por que vamos matar esse bebê?’ e responderam ‘porque a besta pediu um bebê, então temos que dar a ele o bebê’.
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Durante anos, o MS-13 parecia ter mais poder do que o Estado em El Salvador, no entanto o cenário mudou em 2022.
Naquele ano, o grupo foi responsável por um massacre que acabou com a vida de 87 pessoas em um único fim de semana.
Em resposta, o governo Bukele determinou um regime de exceção e aumentou os poderes das forças policiais.
Nos dois primeiros meses, mais de 33 mil pessoas foram presas. Ao longo dos anos seguintes, esse número ultrapassou 90 mil detenções, segundo dados oficiais.
As operações também miraram as estruturas das facções, cortando comunicações e mirando o financiamento dos grupos.
Esta semana, o governo deu início ao julgamento coletivo de 486 membros da organização, muitos deles fundadores e líderes importantes do MS-13.
O sucesso do governo Bukele colocou El Salvador no centro do debate sobre segurança no mundo inteiro após conseguir um feito que parecia impossível.
A Brasil Paralelo levou suas câmeras para a América Central e procurou entender a fundo como funciona o “modelo Bukele”.
A produção será lançada na plataforma da Brasil Paralelo no dia 20 de maio. Assista ao trailer abaixo:
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