Desembargadora sustentou que intervenção judicial para silenciar críticas a figuras públicas deve ser reservada a situações extremas.

A Justiça negou, pela segunda vez, o pedido de Michelle Bolsonaro para que um vídeo da ex-deputada Joice Hasselmann fosse retirado do ar com urgência.
A decisão é da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, proferida na última quarta-feira (15).
No vídeo, Joice chama Michelle de "santinha do pau oco" e "amante" e afirma que a ex-primeira-dama tem "passado mais sujo do que pau de galinheiro".
Michelle processou a ex-parlamentar e pediu a exclusão imediata do conteúdo, antes mesmo que o pedido de indenização de R$30 mil fosse analisado.
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O pedido já havia sido negado em primeira instância. Michelle recorreu e teve o recurso negado novamente.
A relatora do caso, desembargadora Leonor Aguena, sustentou que a intervenção do Judiciário para "silenciar críticas a agentes políticos ou figuras públicas deve ser reservada a situações extremas de discurso de ódio ou desinformação flagrante".
As outras duas desembargadoras acompanharam o voto.
O vídeo segue no ar. O pedido de indenização ainda será analisado pela Justiça.
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