Decisão aponta ilegalidade na prisão e pode beneficiar outros investigados, como MC Poze do Rodo e o criador da Choquei.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta quinta-feira (23) a soltura do funkeiro MC Ryan SP, preso pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação que apura um esquema de movimentação ilegal de mais de R$ 1,6 bilhão.
A decisão foi assinada pelo ministro Messod Azulay Neto, relator do caso. Ao conceder habeas corpus, ele considerou irregular a prisão temporária de 30 dias decretada contra o artista.
Segundo o magistrado, a própria Polícia Federal havia solicitado inicialmente um prazo de apenas cinco dias, período que já havia sido cumprido.
O entendimento abre espaço para a libertação de outros investigados em condições semelhantes. Entre os possíveis beneficiados estão o cantor MC Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, conhecido por criar a página Choquei.
A operação que levou às prisões faz parte de uma investigação mais ampla sobre uma suposta organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outras atividades ilegais.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo utilizaria uma estrutura complexa para ocultar recursos, incluindo empresas de fachada, “laranjas”, movimentações com criptomoedas e remessas ao exterior.
As autoridades também apontam possíveis vínculos com apostas ilegais, rifas clandestinas e até tráfico internacional de drogas.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos de alto valor, documentos e equipamentos eletrônicos, que agora passam por perícia.
A investigação teve início a partir da análise de dados armazenados em nuvem ligados a um contador já investigado em operações anteriores, como a Narco Bet e a Narco Vela, deflagradas em 2025.
Os suspeitos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As apurações seguem em andamento.