Ex-advogado-geral da União deu parecer favorável em ação do PSOL para liberar o método.

Durante sabatina no Senado, o indicado de Lula para ocupar a vaga de Barroso no STF, Jorge Messias, disse que é “totalmente contra o aborto”.
Messias também prometeu que não haverá nenhum tipo de ativismo em relação ao tema caso sua vaga na Corte seja aprovada e disse que “na minha vida, aprendi a defender princípios”.
“Nenhum método que interrompa a gravidez pode ser considerado aceitável, todos eles são sofrimentos porque é uma tragédia humana”, disse.
No entanto, o advogado-geral da União não se posicionou contra o método de assistolia fetal, considerado como cruel.
Ele declarou que está submetido à lei e não tomará decisões por convicções pessoais:
“Quanto à questão da assistolia... O Estado de Direito nos submete ao império da lei e da Constituição, preciso defender a separação de poderes e a legalidade. Não assino um parecer com alegria ou por convicção pessoal, moral ou religiosa, eu o faço pelo cumprimento do dever legal”.
Ainda no cargo de Advogado-geral da união, Messias deu um parecer favorável à ADPF nº 1141.
A ação foi feita pelo PSOL para contestar uma decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM), que impedia a assistolia fetal.
O método se baseia em injetar toxinas no coração do feto e foi considerado cruel pelas autoridades médicas.
Ontem (28), o ministro foi alvo de um protesto organizado por grupos pró-vida perto da Catedral de Brasília.
Os manifestantes colocaram centenas de sapatos de crianças vazios no chão em referência às vítimas do aborto.

O aborto é um dos temas mais polêmcios no mundo, mas normalmente as pessoas discutem ele com base em argumentos superficiais.
A Brasil Paralelo foi além das frases de efeito e investigou o tema a fundo no documentário Duas Vidas. Assista completo abaixo: