Presidente assinou três decretos contra a imigração ilegal no primeiro dia do mandato.

O novo presidente do Chile, José Antonio Kast, começou seu mandato dando a ordem para que "barreiras físicas" sejam construídas na fronteira com a Bolívia.
A declaração foi feita diretamente ao comandante do Exército, Pedro Varela, durante a cerimônia de assinatura dos primeiros decretos presidenciais, no dia da posse.
"Solicito a sua colaboração ativa no aumento do número de funcionários e também o encarrego de colaborar com a construção de barreiras físicas para deter a entrada da imigração ilegal".
Kast assinou seis decretos no primeiro dia de mandato, sendo que três deles tratam diretamente da imigração ilegal.
O principal é o Plano Escudo de Fronteira, que ordena aos Ministérios da Defesa e do Interior que alterem a legislação para "desencorajar a imigração irregular".
O documento determina que modifiquem as normas sobre o uso da força para gerar "mais ferramentas contra a entrada clandestina" e construam barreiras físicas nas áreas necessárias.
Um segundo decreto determina o aumento de recursos militares na fronteira Norte, a melhora da vigilância com drones e sensores e o aperfeiçoamento das comunicações entre as forças de segurança.
Durante a campanha, Kast prometeu construir um muro na fronteira e criar uma força policial especializada nos moldes do ICE americano para rastrear imigrantes irregulares e deportá-los rapidamente.
"Iremos fechar as fronteiras em todos os lugares onde houver passagens irregulares", afirmou.
O Chile tem cerca de 20 milhões de habitantes, desse total, 337 mil estrangeiros vivem no país sem documentação, segundo dados oficiais.
O combate à imigração irregular foi a principal promessa de campanha de Kast, que adotou um discurso próximo ao de Trump.
Além das medidas de fronteira, ele propôs a construção de presídios de segurança máxima, aumento das penas para criminosos e a criação de uma força especial para recuperar zonas dominadas pelo crime organizado.