Confusão com seguranças deixou feridos e forçou a evacuação dos negociadores.
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Um grupo de manifestantes indígenas e ativistas do Coletivo Juntos tentou invadir a área azul da COP30.
O espaço restrito às delegações, conhecido como Zona Azul, precisou ser evacuado após confronto com a equipe de segurança.
Segundo a organização, os manifestantes ultrapassaram a barreira do raio-X, quebraram portas de entrada e feriram dois seguranças. Um dos policiais foi retirado do local em uma cadeira de rodas.
A segurança da ONU reagiu rapidamente, montando barricadas com cadeiras e mesas e acionando protocolos de emergência para impedir novo acesso ao espaço.
Durante a tentativa de invasão, os ativistas empunhavam faixas com frases como “Palestina livre” e “Nossas florestas não estão à venda”.
Um dos cartazes carregava o emblema do movimento Juntos, movimento estudantil com ligações ao PSOL.
Eles gritavam palavras de ordem contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial e a favor da taxação de grandes fortunas.
Os manifestantes também levaram armas brancas utilizadas por indígenas, como bastões e arcos e flechas.
Os invasores haviam se separado da Marcha pela Saúde e Clima, que reuniu centenas de pessoas e saiu da Avenida Duque de Caxias até a sede da COP30.
A organização da marcha repudiou o episódio e afirmou que a invasão não fazia parte do ato oficial:
"As organizações que integram a Marcha Global Saúde e Clima vêm a público esclarecer que não têm qualquer relação com o episódio ocorrido na entrada da Zona Azul da COP30 após o encerramento da marcha"
Apesar da gravidade, a ONU informou que os danos foram limitados e as negociações climáticas continuam normalmente.
A segurança no entorno do evento foi reforçada com a presença de forças armadas e cordões de isolamento.
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