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Manifestantes indígenas e ativistas de coletivo ligado ao PSOL tentam invadir COP30

Confusão com seguranças deixou feridos e forçou a evacuação dos negociadores.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Indígernas durante invasão á COP30.
Fonte da imagem: Rede Bandeirantes

Um grupo de manifestantes indígenas e ativistas do Coletivo Juntos tentou invadir a área azul da COP30

O espaço restrito às delegações, conhecido como Zona Azul, precisou ser evacuado após confronto com a equipe de segurança.

Segundo a organização, os manifestantes ultrapassaram a barreira do raio-X, quebraram portas de entrada e feriram dois seguranças. Um dos policiais foi retirado do local em uma cadeira de rodas. 

A segurança da ONU reagiu rapidamente, montando barricadas com cadeiras e mesas e acionando protocolos de emergência para impedir novo acesso ao espaço.

Durante a tentativa de invasão, os ativistas empunhavam faixas com frases como “Palestina livre” e “Nossas florestas não estão à venda”.

Um dos cartazes carregava o emblema do movimento Juntos, movimento estudantil com ligações ao PSOL.

Eles gritavam palavras de ordem contra a exploração de petróleo na Margem Equatorial e a favor da taxação de grandes fortunas

Os manifestantes também levaram armas brancas utilizadas por indígenas, como bastões e arcos e flechas

Os invasores haviam se separado da Marcha pela Saúde e Clima, que reuniu centenas de pessoas e saiu da Avenida Duque de Caxias até a sede da COP30. 

A organização da marcha repudiou o episódio e afirmou que a invasão não fazia parte do ato oficial:

"As organizações que integram a Marcha Global Saúde e Clima vêm a público esclarecer que não têm qualquer relação com o episódio ocorrido na entrada da Zona Azul da COP30 após o encerramento da marcha"

Apesar da gravidade, a ONU informou que os danos foram limitados e as negociações climáticas continuam normalmente

A segurança no entorno do evento foi reforçada com a presença de forças armadas e cordões de isolamento.

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