Empresário deixa cinco filhos e uma herança avaliada em mais de R$13 bilhões.

O fundador da CNN, Ted Turner, morreu nesta quarta-feira (6) aos 86 anos. A causa da morte não foi divulgada, porém ele tinha diagnóstico de uma doença degenerativa chamada demência com corpos de Lewy desde 2018.
Ele deixa cinco filhos e uma herança avaliada pela revista Forbes em US$2,8 bilhões, equivalente a R$13 bilhões na cotação atual.
Crítico ferrenho à CNN, Trump lamentou a morte do empresário e disse que os dois tinham uma relação de amizade.
O presidente fez questão de destacar que Turner havia vendido a emissora e não gostava do que o veículo se tornou:
"Ele fundou a CNN, vendeu-a e ficou pessoalmente devastado com o negócio, pois os novos proprietários pegaram a CNN, seu 'xodó', e a destruíram (...); De qualquer forma, ele foi um dos maiores nomes da história da radiodifusão e um amigo meu. Sempre que precisei dele, ele estava lá, sempre disposto a lutar por uma boa causa!".
Ted Turner foi responsável por uma das transformações mais profundas da televisão moderna.
Em 1980, fundou a CNN, a primeira rede dedicada a transmitir notícias 24 horas por dia, uma proposta arriscada para a época, mas que criou um novo padrão para jornalismo no mundo.
Nascido em 1938, na cidade de Cincinnati, Turner chegou a entrar na Universidade Brown, mas não concluiu o curso.
Ele foi expulso da instituição por desrespeitar as regras e levar uma namorada para o dormitório.
Ainda jovem, passou a trabalhar no negócio de outdoors da família e assumiu a empresa aos 24 anos, após a morte do pai.
Com o tempo, transformou o negócio em um sucesso e decidiu apostar no setor de televisão.
Em 1970, comprou uma emissora em dificuldades em Atlanta. A estratégia inicial foi fazer uma programação de baixo custo e transmissão contínua.
A virada veio com o uso de satélites, que permitiu expandir o alcance do canal e transformá-lo na primeira “superestação” da TV a cabo nos Estados Unidos.
A experiência abriu caminho para a criação da CNN. O canal consolidou um modelo de cobertura em tempo real de guerras, crises e grandes eventos.
Ao longo da carreira, Turner ampliou seu império de mídia. Criou canais especializados, adquiriu estúdios como a MGM e, em 1996, promoveu a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner.
O movimento deu origem a um dos maiores conglomerados de comunicação do mundo.
Apesar do sucesso, enfrentou dificuldades no ambiente corporativo após a fusão e acabou perdendo o controle das empresas que havia criado.
Ainda assim, continuou sendo associado à CNN, frequentemente descrita por ele como a maior realização de sua trajetória.
Além dos negócios, Turner se tornou um dos principais ambientalistas dos EUA e um filantropo relevante.
Chegou a doar US$1 bilhão, cerca de R$4,94 bilhões, para a ONU e se envolveu em iniciativas contra armas nucleares.
Sua atuação também alcançou o esporte. Foi dono de equipes como o Atlanta Braves e o Atlanta Hawks, além de ter vencido a America’s Cup, uma das competições de vela mais tradicionais do mundo.