Atualidades5 min de leitura

Nikolas Ferreira afirma que acionará Ministério Público contra Lula após desfile

Parlamentar acusa uso de R$1 milhão em verba federal e chama desfile de “comício”.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Nikolas Ferreira
Fonte da imagem: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Nikolas Ferreira anunciou que acionará o Ministério Público para denunciar o presidente Lula e a escola de samba Acadêmicos de Niterói.

O motivo seria por improbidade administrativa, isto é, quando um agente público utiliza seu cargo ou recursos do Estado para obter vantagens indevidas.

A denúncia sustenta que o uso de R$1 milhão do governo para financiar o desfile serviu apenas para promover o presidente e seu partido, o que é proibido por lei, já que o dinheiro público não deve ser usado para propaganda política.

A medida é uma reação ao desfile em homenagem ao petista realizado no Rio de Janeiro, que o parlamentar chamou de um "desfile-comício" financiado com cerca de R$1 milhão em recursos públicos.

Além disso, caso Lula oficialize sua candidatura para as eleições de 2026, Nikolas entrará com uma ação de investigação judicial eleitoral por abuso de poder político e econômico.

  • Gostaria de receber as principais notícias do dia diretamente em seu E-mail, todos os dias e de graça? Assine o Resumo BP, a newsletter de jornalismo da Brasil Paralelo. Clique aqui e aproveite.

Críticas ao TSE por ter autorizado o desfile

Para o parlamentar, a escola de samba ultrapassou os limites da arte ao usar o desfile para exaltar o governo e programas oficiais, o que funcionaria como propaganda eleitoral fora de hora.

Nikolas criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por não ter impedido a apresentação.

Embora o TSE tenha permitido o desfile antes dele acontecer, o que foi mostrado na avenida ainda será analisado pela Justiça.

Os carros alegóricos não apenas homenagearam Lula, mas também atacaram opositores como Jair Bolsonaro e Michel Temer, exibindo-os em situações de prisão e deboche.

Dias antes, Partidos de oposição tentaram barrar o desfile alegando que o uso de jingles, menções ao número 13 e referências a 2022 configuravam propaganda eleitoral ilegal financiada com dinheiro público.

No entanto, o TSE rejeitou os pedidos por unanimidade, garantindo o direito da escola de realizar a homenagem. O Ministério Público vai investigar se houve abuso de poder. 

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.