Sacerdote foi indiciado pela Polícia Federal em 2024 como parte de núcleo jurídico na acusação de golpe.

Na tarde desta terça-feira (31), o Padre José Eduardo publicou um vídeo. Nele, seu advogado Miguel Vidigal mostrava uma carta assinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
No conteúdo da carta estava a confirmação de que o inquérito contra o sacerdote estava arquivado.
O caso durou mais de dois anos. Em fevereiro de 2024, agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão, tomaram o passaporte e os equipamentos eletrônicos do padre que exerce suas funções na cidade de Osasco.
Relatos do inquérito o colocavam como participante de reuniões no Palácio do Planalto ligadas ao planejamento do golpe.
A Procuradoria-Geral da República optou por não denunciá-lo. Sem acusação formal, o caso ficou em aberto até que a defesa pediu a formalização do arquivamento.
Moraes assinou a decisão em 20 de março. O passaporte e os equipamentos haviam sido devolvidos um ano antes.
No vídeo postado pelo padre, Vidigal relembrou o que o processo representou: o sigilo sacerdotal investigado, os custos, as dificuldades e os sofrimentos acumulados ao longo de dois anos.
O padre sempre negou envolvimento com atos contra o Estado, afirmando que suas visitas a Brasília tinham caráter estritamente religioso.
Em entrevista à Brasil Paralelo, o religioso afirmou que se sente aliviado e que finalmente tudo foi esclarecido.
"Sinto que a minha inocência, que sustentei ao longo desses anos, e tudo aquilo que disse sobre o meu compromisso com a democracia ficou passado a limpo."
Com o encerramento do caso, revelou os custos da defesa.
O valor original, de acordo com o padre, ultrapassaria R$1 milhão, mas obteve desconto e chegou a R$250 mil.
Para arcar com as despesas, o sacerdote se dirigiu aos fiéis e abriu uma vaquinha em seu perfil no Instagram, onde tem mais de 600 mil seguidores.
Veja o vídeo completo abaixo:
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