Brasil Paralelo ouviu um dos maiores cientistas do comportamento infantil do mundo para entender a importância da educação nos primeiros anos de vida.

Existe uma janela na vida de toda criança. Ela abre nos primeiros anos de vida, quando o cérebro forma as conexões que vão definir quem ela vai ser.
O que acontece dentro dessa janela importa mais do que qualquer coisa que vier depois. É o que a neurociência chama de poda sináptica: o processo em que o cérebro seleciona e fixa, para o resto da vida, o que foi aprendido na primeira infância.
O Brasil tem milhões de crianças nessa janela. E pode estar desperdiçando esse período.
Esse tema está presente em Pedagogia do Abandono, o novo documentário da Brasil Paralelo.
A produção investiga como o sistema de educação infantil brasileiro trata esse período, quem formulou as ideias que orientam as creches e pré-escolas do país, e por que as evidências científicas sobre o desenvolvimento infantil são sistematicamente ignoradas.
Para responder a essas perguntas, a produção ouviu diversos especialistas, entre eles Jay Belsky, um dos cem maiores cientistas vivos do cérebro e do comportamento e referência mundial no estudo do desenvolvimento infantil.
Além disso, ele está entre os 0,01% dos autores acadêmicos mais citados em sua área.
Ele foi pioneiro em apontar os riscos do cuidado não-materno por longos períodos nos primeiros anos de vida. E foi perseguido por isso, por grupos feministas, setores acadêmicos e pela mídia.
O que Belsky documentou não é apenas uma questão acadêmica. No Brasil, as famílias têm cada vez menos autoridade sobre a educação de seus filhos.
A escolarização obrigatória começa aos quatro anos, uma das mais precoces do mundo.
E os riscos que Belsky passou décadas tentando alertar podem estar sendo ignorados dentro do sistema.
Depois de Pátria Educadora e Unitopia, Pedagogia do Abandono é um novo capítulo da investigação da Brasil Paralelo sobre a educação brasileira.
Desta vez, olhando para o ponto em que tudo começa.
A parte 1 dessa investigação estreia hoje, às 20h, em exibição gratuita e única.
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