Bulgária passou por um movimento semelhante ao que ocorreu em países como Nepal e Madagascar.

O primeiro-ministro da Bulgária, Rosen Zhelyazkov, renunciou após uma série de protestos liderados pela Geração Z tomar as ruas do país.
A decisão veio poucas horas antes de uma votação no Parlamento que poderia oficializar uma moção de desconfiança contra seu governo.
O movimento que levou à queda do premiê é parte de um fenômeno global. Mobilizações de jovens da geração Z têm derrubado governos ao redor do mundo.
Manifestações semelhantes causaram a derrubada de governos em países como Nepal, Madagascar, Sri Lanka e Bangladesh.
Ações semelhantes também têm abalado o cenário político em nações como Peru, México e Filipinas.
Na Bulgária, os protestos começaram no fim de novembro, após a apresentação de um projeto de orçamento para 2026 que previa aumento de impostos sobre dividendos e contribuições sociais.
O plano gerou indignação ao destinar mais recursos a setores como polícia e Judiciário, instituições que muitos búlgaros associam à corrupção sistêmica no país.
Mesmo com a retirada da proposta, a insatisfação popular não diminuiu. Os manifestantes passaram a exigir a renúncia do governo.
Em Sófia, capital do país, faixas exibiam frases como “Bulgária jovem sem máfia” e “a Geração Z está chegando”.
A renúncia de Zhelyazkov ocorre às vésperas da entrada da Bulgária na zona do euro, prevista para 1º de janeiro.
Apesar da turbulência, o processo de adesão não deve ser interrompido. No entanto, o cenário político permanece instável.
A Bulgária realizou sete eleições parlamentares nos últimos quatro anos sem conseguir formar governos duradouros.
Agora, o presidente Rumen Radev tentará, mais uma vez, encontrar uma nova maioria no Parlamento. Se não houver acordo, será convocado um governo interino e novas eleições.
Saiba mais sobre os protestos da Geração Z com o especial da Brasil Paralelo sobre o que aconteceu no Nepal. Assista completo abaixo:
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