A maioria da corte entendeu que o afastamento se deu por um tempo longo demais e poderia significar uma intervenção excessiva na esfera política.

A segunda turma do STF decidiu por unanimidade que o afastamento de Rodrigo Manga, o prefeito de Sorocaba conhecido por seus vídeos bem-humorados, foi ilegal.
O placar de 5 a 0 na Corte confirma a decisão do ministro relator do caso, Nunes Marques, em fevereiro.
Em sua análise, o magistrado argumentou que o período de afastamento foi longo demais, o que poderia significar "intervenção excessiva na esfera política e administrativa" de Sorocaba.
Isso confirma o retorno dele ao cargo, que havia deixado no ano passado após uma operação da Polícia Federal contra a corrupção.
O prefeito retornou às suas atividades antes do julgamento ser concluído, pouco após Nunes anunciar sua decisão.
Vale destacar que o julgamento analisava o afastamento e não a situação legal do prefeito.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Rodrigo Manga celebrou a decisão anunciada pela Corte.
Ele começou estourando um tubo de confete enquanto falava em frente a um bolo de chocolate e disse “glória, glória a Deus”.
Após isso, ele seguiu falando que nunca desistiu e sempre teve a esperança de ser inocentado:
“Em nenhum momento eu abaixei a cabeça, sabe por quê: Porque a gente sabe da própria verdade e não desiste. Desde o primeiro dia, eu sabia que Deus, a Justiça e o povo mostrariam isso no tempo certo”.
Por fim, Manga seguiu dizendo que fica feliz em retomar seus trabalhos e comentou sobre medidas que tomou após o retorno, como ônibus gratuito para estudantes.
O programa de transporte gratuito havia sido encerrado pela gestão de Fernando Martins (PSD), que assumiu após o afastamento de Manga.
Na época, a prefeitura alegou que estava enfrentando problemas financeiros que impossibilitaram continuar com a política.
A Brasil Paralelo entrevistou o prefeito no podcast Conversa Paralela. Assista completo abaixo: