Lula mira o Centrão, enquanto Flávio Bolsonaro busca nomes do agronegócio e do mercado para reduzir resistências.

Enquanto o eleitor comum ainda enxerga a eleição como um evento distante, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro já começaram a busca por um dos principais ativos de suas campanhas: o vice-presidente ideal.
Em um campo em que pesquisas mostram empate entre os dois candidatos, a escolha do vice mostra-se uma ferramenta importante para conseguir a vantagem nas urnas.
Lula busca atrair o MDB para sua chapa com o objetivo de deixar a oposição sem aliados e garantir tempo de TV. Isso pode custar o cargo de Geraldo Alckmin.
Do outro lado, Flávio Bolsonaro estuda nomes como Tereza Cristina e Romeu Zema para suavizar sua imagem perante o mercado e o eleitorado feminino.
O controle do Centrão é um ponto que pode ajudar os candidatos a chegarem ao Planalto.
A revista Veja aponta que Flávio Bolsonaro precisa de um vice que diminua as resistências de setores moderados e do mercado financeiro.
A estratégia de sua campanha, coordenada por Rogério Marinho, é encontrar um nome que traga "segurança técnica" ao peso do sobrenome político.
Dois nomes ganham força:
De acordo com a Folha de S.Paulo, Lula entende que a única possibilidade real de ampliar sua chapa é trazer o MDB para a aliança.
Isso reforçaria a mensagem de “frente ampla”, estratégia que busca unir partidos de diferentes correntes para vencer uma eleição difícil, e garantiria recursos importantes de propaganda.
O movimento, no entanto, exige a saída de Geraldo Alckmin. Nos bastidores ele aparece como um dos cotados para concorrer ao governo de São Paulo.
Esse ponto foi reforçado por um discurso do presidente no último dia 5, quando afirmou que Alckmin tem “um papel a cumprir” na eleição paulista.
Já o líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, declarou que Alckmin “ou será vice ou não irá concorrer a nada”.
Os nomes emedebistas no radar refletem diferentes estratégias regionais:
O problema pode estar dentro do próprio partido. O MDB de São Paulo tem ligações fortes com aliados de Bolsonaro, principalmente devido à proximidade entre o prefeito Ricardo Nunes e o governador Tarcísio de Freitas.
Essa divisão pode gerar conflitos na convenção de julho, a reunião oficial onde o partido votará se apoia Lula ou a oposição.
Enquanto os vices não são oficializados, Lula joga para neutralizar o PP e o União Brasil. A intenção é garantir que essas siglas não embarquem formalmente na candidatura de Flávio.
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