Líder do grupo anunciou que cada cristão deve decidir por si mesmo sobre o uso do sangue.

Os Testemunhas de Jeová se recusavam a receber transfusões de sangue mesmo em situações de risco de vida.
Para eles, receber sangue de outra pessoa violava ensinamentos bíblicos que ordenam abster-se de sangue, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.
“Se algum homem da casa de Israel ou algum estrangeiro que mora entre vocês comer o sangue de qualquer criatura, eu certamente me voltarei” - Levítico 17,10.
“Pois pareceu bem ao espírito santo e a nós não impor a vocês nenhum fardo além destas coisas necessárias: que persistam em se abster de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, do que foi estrangulado e de imoralidade sexual. Se vocês se guardarem cuidadosamente dessas coisas, tudo irá bem com vocês. Saudações!” Atos 15, 28-29
O grupo anunciou que seus integrantes poderão ter o próprio sangue removido, armazenado e devolvido ao corpo em procedimentos médicos programados.
A mudança foi anunciada por Gerrit Losch, um dos líderes da organização, com uma formulação que transfere a decisão ao indivíduo.
"Cada cristão deve decidir por si mesmo como seu sangue será usado em cuidados médicos e cirúrgicos."
No entanto, o ponto central ainda não mudou, receber sangue de outra pessoa continua proibido.
"Nossa crença fundamental a respeito da santidade do sangue permanece inalterada", disse um porta-voz do grupo.
As Testemunhas de Jeová são um movimento religioso de base cristã fundado no século XIX, conhecido por pregar de porta em porta.
O grupo afirma ter nove milhões de seguidores no mundo e cerca de 900 mil no Brasil.
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