ONG critica falta de dados sobre o Novo PAC e diz que existe dificuldade no controle social, avaliação de impactos ambientais.

A ONG Transparência Internacional-Brasil alertou para os riscos de fraude, corrupção e má gestão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Segundo a organização, a divulgação limitada de informações sobre obras e investimentos dificulta o controle e impede a avaliação correta de impactos sociais e ambientais.
De acordo com a ONG, mesmo após melhorias recentes, o nível de transparência do Novo PAC segue baixo.
A falta de dados detalhados, documentos técnicos e integração entre sistemas públicos cria obstáculos para o acompanhamento das obras e amplia riscos já observados em edições anteriores do programa.
A Transparência Internacional avalia anualmente a transparência do PAC. Em 2024, a nota subiu de 8,15 para 12,12 pontos, em uma escala de 0 a 100.
Para os pesquisadores, o avanço é considerado pouco significativo.
Segundo Maria Dominguez, coordenadora do Programa de Integridade e Governança Pública da ONG, as lacunas persistem mesmo após dois anos da terceira edição do PAC. Ela lembra que gestões anteriores registraram:
O estudo destaca que 35% dos recursos do Novo PAC estão ligados à agenda ambiental, dentro do eixo de Transição e Segurança Energética, que reúne 908 projetos.
Entre os empreendimentos citados estão:
Segundo Amanda Faria Lima, autora do estudo, a transparência desses projetos é central, sobretudo no contexto da COP30, realizada em Belém, em novembro.
O relatório aponta deficiências estruturais no site oficial do programa. Entre os documentos ausentes estão:
Casos destacados:
Até dezembro de 2024:
Diante do cenário, a Transparência Internacional apresentou recomendações ao Executivo, entre elas:
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