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Trump apaga vídeo com Obama em corpo de macaco após críticas

Publicação trazia denúncias sobre as eleições de 2020 e acabava com imagem racista.

Por
Rafael Lorenzo M Barretti
Publicado em
Fonte da imagem: CBN

Trump tem sido criticado por postar um vídeo em que os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem em corpos de macacos por alguns segundos.

A publicação dura 62 segundos no total e traz diversas acusações de fraude nas eleições de 2020, que levaram Joe Biden à presidência.

Assim que as denúncias acabam, a gravação continua como se alguém tivesse descendo a tela e a publicação que aparece em seguida tinha a foto do ex-presidente e sua ex-mulher representados como macacos.

O vídeo tem a marca d’água de uma conta chamada Xerias, conhecida por produzir memes com mensagens de apoio a Trump.

A conta comentou que um de seus vídeos apareceu na publicação e repostou o momento exato com a legenda “adivinhem qual”:

A publicação também traz o vídeo original, publicado em outubro do ano passado. Na paródia completa, políticos são representados como animais da savana. Biden aparece como um babuíno, George Bush como uma girafa e Hillary Clinton como um javali.

Todos os animais da floresta se curvam a Trump, que aparece com um corpo de leão ao som da música The Lion Sleeps Tonight, da banda The Tokens.

A publicação foi removida da conta do presidente em sua própria plataforma, a Truth Social.

Democratas têm trazido os segundos finais do vídeo para criticar Trump e o acusar de racismo.

O ex-vice-conselheiro de segurança nacional e amigo de Obama, Ben Rhodes, condenou o presidente e seus apoiadores:

Que isso assombre Trump e seus seguidores racistas: que os futuros americanos abracem os Obamas como figuras amadas, enquanto o estudem como uma mancha em nossa história”, escreveu ele no X.

O gabinete do governador da Califórnia e potencial candidato à presidência dos EUA em 2028, Gavin Newsom, também criticou a fala de Trump no X:

Comportamento repugnante do presidente. Todos os republicanos devem denunciar isso. Agora”.

Nenhuma das publicações trouxe o vídeo completo, apenas um print dos poucos segundos em que a imagem aparece.

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