Pesquisa também testou outros brinquedos que utilizam o Chat GPT, mas não encontrou problemas neles.

Um ursinho de pelúcia criado para ser um companheiro inteligente e afetuoso para crianças e adultos virou motivo de preocupação ao falar sobre temas impróprios, como sexo, fetiches e uso de materiais perigosos para crianças, como facas e fósforos.
Vendido por US$99, equivalente a R$533, o ursinho “Kumma” foi desenvolvido pela empresa FoloToy, com sede em Singapura.
O brinquedo usava a tecnologia GPT-4o da OpenAI para conversar, contar histórias e interagir com os usuários.
A venda foi suspensa pela própria empresa após a denúncia de uma organização de defesa do consumidor nos Estados Unidos.
O relatório mostrou o ursinho chegou a dar instruções detalhadas sobre práticas sexuais, e abordou temas como incesto durante testes.
Em outros momentos, o brinquedo indicou aplicativos de namoro voltados para fetiches adultos.
“Ele começava a listar completamente uma série numerada de fetiches sexuais… Não sabemos realmente por que ele fazia isso… Era óbvio que [Kumma] tinha esse problema em que ele se descontrolava durante conversas mais longas”, relatou R.J.Cross, pesquisador da PIRG Education Fund, grupo responsável pela investigação.
A empresa responsável afirmou que está realizando uma auditoria interna de segurança e removeu toda sua linha de brinquedos com inteligência artificial.
Embora o Kumma tenha ganhado os holofotes pela gravidade dos conteúdos, ele não é o único brinquedo do tipo.
Outros produtos com IA, como o foguete de pelúcia Grok e o robô Miko 3, também foram avaliados.
Esses, porém, apresentaram barreiras de proteção mais consistentes, recusando ou desviando de temas inadequados.
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