Ciência5 min de leitura

Ursinho de pelúcia de IA fala sobre temas sexuais e é retirado do mercado

Pesquisa também testou outros brinquedos que utilizam o Chat GPT, mas não encontrou problemas neles.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Urso Kumma, IA acusada de falar sobre sexo para crianças
Fonte da imagem: Fox

Um ursinho de pelúcia criado para ser um companheiro inteligente e afetuoso para crianças e adultos virou motivo de preocupação ao falar sobre temas impróprios, como sexo, fetiches e uso de materiais perigosos para crianças, como facas e fósforos.

Vendido por US$99, equivalente a R$533, o ursinho “Kumma” foi desenvolvido pela empresa FoloToy, com sede em Singapura.

O brinquedo usava a tecnologia GPT-4o da OpenAI para conversar, contar histórias e interagir com os usuários. 

A venda foi suspensa pela própria empresa após a denúncia de uma organização de defesa do consumidor nos Estados Unidos.

O relatório mostrou o ursinho chegou a dar instruções detalhadas sobre práticas sexuais, e abordou temas como incesto durante testes

Em outros momentos, o brinquedo indicou aplicativos de namoro voltados para fetiches adultos.

Ele começava a listar completamente uma série numerada de fetiches sexuais… Não sabemos realmente por que ele fazia isso… Era óbvio que [Kumma] tinha esse problema em que ele se descontrolava durante conversas mais longas”, relatou R.J.Cross, pesquisador da PIRG Education Fund, grupo responsável pela investigação.

A empresa responsável afirmou que está realizando uma auditoria interna de segurança e removeu toda sua linha de brinquedos com inteligência artificial

Embora o Kumma tenha ganhado os holofotes pela gravidade dos conteúdos, ele não é o único brinquedo do tipo

Outros produtos com IA, como o foguete de pelúcia Grok e o robô Miko 3, também foram avaliados

Esses, porém, apresentaram barreiras de proteção mais consistentes, recusando ou desviando de temas inadequados.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.