Como não responde por processo criminal, Adélio poderá ser solto se psiquiatras determinarem que ele se recuperou.

Em 2018, Bolsonaro participava de um ato de campanha em Juíz de Fora (MG) quando foi esfaqueado no abdômen por Adélio Bispo Oliveira.
O ex-presidente conseguiu sobreviver após receber tratamento médico, mas é acompanhado pelo resto da vida pelas cicatrizes e problemas de saúde causados pela agressão.
Desde então, Adélio está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. No entanto, um novo exame psiquiátrico pode mudar isso.
O laudo, que ainda está em fase de elaboração, poderá indicar se ele pode deixar a prisão, onde está recluso há mais de sete anos.
Apesar de ter esfaqueado um presidenciável em plena campanha, Adélio não cumpre pena criminal.
Isso porque foi considerado inimputável pela Justiça com base em laudos médicos que atestaram transtorno mental.
Desde então, está internado por medida de segurança com previsão de permanência no sistema até 2038, quando completará 60 anos. A nova avaliação busca responder três questões:
Os peritos envolvidos estão utilizando trechos do laudo original que embasou a decisão judicial de 2019. Os documentos completos não foram digitalizados por questões de segurança.
Atualmente, Adélio vive em isolamento em uma cela de cerca de seis metros quadrados.
Segundo agentes da unidade, sua saúde mental piorou com os anos de confinamento. Ele não interage com outros detentos, não lê livros e desconhece acontecimentos recentes, como a condenação de Bolsonaro no STF.
As investigações da Polícia Federal apontam que Adélio teria agido sozinho, no entanto há diversas teorias de que ele teria recebido apoio de outras pessoas.
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