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Aluna recebe zero em trabalho por citar a Bíblia e criticar a ideologia de gênero

Samantha Fulnecky zerou a atividade após dizer que só existem dois sexos.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Samantha Fulnecky, a jovem que zecebeu zero no trabalho e foi discriminada por sua fé.
Fonte da imagem: Reprodução

Uma aluna da University of Oklahoma chamada Samantha Fulnecky recebeu nota zero em um ensaio de psicologia depois de citar a Bíblia e defender ideias tradicionais sobre gênero

Ela alega que a reprovação foi motivada por discriminação religiosa e agora busca reparação.

O trabalho pedia uma reflexão sobre um artigo que discutia como as pessoas são percebidas diante de expectativas sociais sobre gênero

Em resposta, Fulnecky argumentou que o conceito de gênero estaria alinhado com o plano divino, existindo apenas masculino e feminino:

Eu vivo minha vida baseada nessa verdade e acredito firmemente que haveria menos problemas de gênero e inseguranças em crianças se elas fossem criadas sabendo que não pertencem a si mesmas, mas pertencem ao Senhor”, escreveu Fulnecky segundo o New York Post.

Além disso, ela criticou a ideia de que existam mais de dois sexos, a classificando como “demoníaca”:

Uma sociedade promovendo a mentira de que existem múltiplos gêneros e que todos deveriam ser o que quiserem ser é demoníaca e prejudica severamente a juventude americana”.

A teoria que ela criticou se chama ideologia de gênero. Entenda essa visão e quais são suas implicações com o documentário As Grandes Minorias. Clique aqui para assistir.

O responsável pela correção foi o assistente de pós‑graduação Mel Curth, que se declara trans e usa os pronomes “she/they”. 

Curth alegou que o ensaio não cumpriu os requisitos acadêmicos, o texto teria se baseado em “ideologia pessoal” e ignorado a referência ao artigo original.

O assistente também acusou Fulnecky de usar uma linguagem ofensiva contra uma população minoritária:

Chamar um grupo inteiro de pessoas de ‘demoníaco’ é altamente ofensivo, especialmente uma população minoritária”.

Ele também afirmou que a aluna deveria “aplicar mais perspectiva e empatia” em seu trabalho

A instrutora de outra sessão do mesmo curso, Megan Waldron, apoiou que Curtis tenha zerado a prova e disse que o trabalho:

critica direta e duramente seus colegas e suas opiniões, que são tão valiosas quanto as suas. Discordar dos outros é aceitável, mas existe uma forma respeitosa de fazê-lo”.

Após o ocorrido, a Universidade de Oklahoma divulgou uma nota dizendo que uma “instrutora estudante de pós-graduação” foi colocada em licença administrativa enquanto a instituição investiga alegações de discriminação “com base em crenças religiosas”. 

Nenhum dos nomes dos envolvidos foi mencionado diretamente na nota.

As universidades deveriam ser um espaço aberto para o debate de ideias e o pensamento livre, porém no mundo inteiro alunos são censurados por não concordarem com as narrativas dominantes

A Brasil Paralelo investigou como ideias ligadas à esquerda assumiram a hegemonia das universidades no Brasil e no mundo com a trilogia Unitopia. Assista ao primeiro episódio abaixo:

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