Esportes5 min de leitura

Atletas trans são proibidas de jogar futebol feminino na Inglaterra

Decisão segue entendimento da Suprema Corte de que “mulher” se refere apenas a sexo biológico. Entenda.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Bandeira de escanteio com o brasão da Federação Inglesa de Futebol
Fonte da imagem: Reprodução/X/The FA

Mulheres transgênero não poderão mais competir em categorias femininas no futebol na Inglaterra. Essa decisão foi anunciada pela Federação Inglesa de Futebol (FA) e entrará em vigor em 1º de junho de 2025.

Após a Suprema Corte Britânica decidir ter decidido que o termo “mulher” na Lei da Igualdade se refere exclusivamente a mulheres biológicas, a entidade optou por desautorizar mulheres trans de praticarem o esporte. 

  • A mudança revoga a política anterior da FA, que permitia a participação de mulheres trans mediante a comprovação de níveis reduzidos de testosterona (abaixo de 5 nmol/L) por pelo menos 12 meses.
“Este é um assunto complexo, e nossa posição sempre foi que, se houvesse uma mudança material na lei, na ciência ou na operação da política no futebol de base, nós a revisaríamos”, afirmou a entidade em nota oficial

A FA comunicou que está entrando em contato com as cerca de 20 atletas transgênero registradas atualmente, para esclarecer como poderão continuar participando do esporte em outras categorias.

  • Gostaria de receber as principais notícias do dia diretamente em seu E-mail, todos os dias e de graça? Assine o Resumo BP, a newsletter de jornalismo da Brasil Paralelo. Clique aqui e aproveite.

A decisão segue medidas semelhantes adotadas para outras modalidades esportivas no Reino Unido

No mesmo dia, a federação de netball também confirmou a restrição da participação de atletas transgênero em competições femininas

 O Conselho de Críquete da Inglaterra e do País de Gales (ECB) atualizou sua política com efeito imediato, permitindo apenas a participação de mulheres biológicas em partidas femininas.

Em nota, o ECB afirmou: 

“Nossas regulamentações para o críquete recreativo sempre tiveram como objetivo garantir que o críquete permaneça um esporte o mais inclusivo possível. Isso incluiu medidas para gerenciar disparidades, independentemente do gênero, e salvaguardar o prazer de todos os jogadores. No entanto, considerando as novas orientações recebidas sobre o impacto da decisão da Suprema Corte, acreditamos que as mudanças anunciadas hoje são necessárias”.

O jornalismo da Brasil Paralelo existe graças aos nossos membros

Como um veículo independente, não aceitamos dinheiro público. O que financia nossa estrutura são as assinaturas de cada pessoa que acredita em nossa causa. 

Quanto mais pessoas tivermos conosco nesta missão, mais longe iremos. Por isso, agradecemos o apoio de todos. 

Seja também um membro da Brasil Paralelo e nos ajude a expandir nosso jornalismo. 

Clique aqui.