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Boulos e Lindbergh provocam Bolsonaro e falam contra a anistia em manifestação esvaziada

Veja a reação da oposição nas redes sociais.

Por
Redação Brasil Paralelo
Publicado em
Manifestantes em protesto liderado por Boulos.
Fonte da imagem: G1

Entidades ligadas ao PT e ao PSOL organizaram um protesto contra o PL da Anistia, mas o evento não atraiu o público esperado

Estimativa do Monitor do Debate Político da USP e da ONG More in Common, afirmam que apenas 6,5 mil pessoas compareceram

A inteligência da Polícia Civil, por outro lado, afirma que estiveram presentes aproximadamente 5 mil manifestantes.

O protesto começou no início da Avenida Paulista, e os manifestantes seguiram até a sede do antigo DOI-Codi, órgão de repressão política do exército durante o regime militar

Também ocorreram manifestações em outras sete capitais: 

  • Belo Horizonte (MG);
  • Recife (PE);
  • Curitiba (PR);
  • Belém (PA);
  • São Luís (MA);
  • Brasília (DF) e 
  • Fortaleza (CE).

O ato contou com a presença de nomes importantes dos dois partidos, como Guilherme Boulos (PSOL) e Lindberg Farias (PT).

 Farias destacou que esta semana será importante para a pauta da anistia e que os aliados do governo estão preparados para barrar sua aprovação:

Esta vai ser a semana em que nós vamos enterrar esse PL da Anistia. Só de votar estão cometendo um crime

Desde que a primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou uma denúncia contra Bolsonaro por causa do golpe de Estado, a oposição tem pressionado pela pauta da anistia.

O líder da oposição na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL), anunciou que os aliados de Bolsonaro no Congresso vão obstruir as comissões em resposta ao julgamento:

Essa semana, a oposição está fazendo obstrução nas comissões por conta do julgamento do presidente Bolsonaro, porque nós todos entendemos que é julgamento político e não jurídico que fere totalmente o devido processo legal brasileiro. Ele deveria estar sendo julgado na primeira instância”.

Cavalcante disse que a oposição considera não obstruir os trabalhos no Congresso se a anistia para os presos nos protestos de 8 de janeiro for pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (REPUBLICANOS-PB):

Ele vai chegar na terça-feira, vai reunir os líderes dos partidos que apoiam a anistia, que até agora são nove, e com esse apoiamento desses partidos, eu estou muito confiante que no dia 3, na quinta-feira, a gente coloca na pauta para votar na semana seguinte. E assim a gente não precisa de obstrução”. 

Boulos chegou a provocar Bolsonaro falando sobre a possibilidade do ex-presidente ser preso:

O mundo gira e nós ainda vamos ter oportunidade de pegar a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e levar a marmita da Cozinha Solidária para ele lá na Papuda”.

Reação da oposição

Bolsonaro ironizou os números apresentados pela USP, insinuando que teriam menos de 5 mil pessoas no protesto:

O deputado Nikolas Ferreira também ironizou os baixos números dos protestos em uma publicação no X:

O filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou um vídeo no qual compara a manifestação da esquerda com uma de seu pai:

Boulos chegou a comentar na sexta-feira, 28 de março, sobre a diferença de público entre as manifestações organizadas pelos movimentos de esquerda e pelos aliados de Bolsonaro:

A questão não é o tamanho do público. Nós não podemos deixar as ruas para o bolsonarismo e ficar na defensiva nesta pauta da anistia

Figuras de esquerda haviam comemorado que o último protesto ligado ao ex-presidente, contou com menos pessoas do que o esperado.

Estimativas apontam que cerca de 18.300 pessoas, segundo a USP, haviam se reunido em apoio a Bolsonaro no Rio de Janeiro durante o dia 16 de março.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirma que estiveram presentes no ato cerca de 400 mil pessoas.

Apesar disso, durante as manifestações de domingo, Boulos  chegou a afirmar que “a Paulista tinha mais gente que em Copacabana”, em referência ao ato de Bolsonaro.

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