Julgamento foi adiado após defesa do Dr. Jairinho deixar a Corte dizendo que não tinha acesso às provas.

Em 2021, o Brasil acompanhou as investigações sobre o assassinato trágico de Henry Borel.
O menino de apenas 4 anos foi morto pelo padrasto, o vereador Dr. Jairinho, após uma sessão de espancamento dentro da própria casa.
A mãe do garoto, Monique Medeiros, foi presa preventivamente pela Justiça por omissão, já que sabia das agressões que o menino sofria e ajudou a encobrir o vereador.
Ela ficou detida desde de 2023, mas hoje voltou à liberdade após decisão da juíza Elizabeth Machado Louro.
A defesa havia alegado que o motivo não está diretamente ligado à análise das provas do caso, mas sim ao que a legislação chama de “excesso de prazo”.
A defesa argumentou que a prisão preventiva já se estendia por um período considerado desproporcional.
“Entendo que, diante de tal quadro processual, a custódia da ré já agora figura-se manifestamente ilegal, por excesso claramente despropositado de prazo na prisão, razão pela qual relaxo a prisão de Monique Medeiros e determino a imediata expedição de Alvarado e Soltura em seu favor”, afirmou a juíza.
A situação se agravou por causa do adiamento no processo, interrompido após a defesa do Dr. Jairinho deixou o tribunal.
Os advogados alegaram que não tiveram acesso integral às provas, incluindo dados digitais e documentos que consideram essenciais para uma defesa adequada.
Segundo eles, participar do julgamento sem esse acesso comprometeria a legalidade do processo.
A juíza, no entanto, classificou a atitude como “abandono ilegítimo” e apontou indícios de que a ação teria sido premeditada.
Ela também determinou que, caso a defesa volte a abandonar o julgamento na nova data, o réu poderá ser representado por um defensor público, garantindo a continuidade da sessão.
Além do adiamento, a Justiça determinou que Jairinho deverá ressarcir os custos gerados pelo abandono da defesa.
Do lado de fora, a reação foi marcada por forte emoção. O pai de Henry, Leniel Borel, criticou duramente o ocorrido e classificou o episódio como um desrespeito à memória do filho.