Parlamentares governistas acusam o presidente da CPMI de ter fraudado o resultado da votação.

A CPMI que investiga o escândalo do INSS autorizou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o filho do presidente mais conhecido como Lulinha.
A decisão fez com que parlamentares aliados ao governo protestaram contra a decisão, o que deu início a um tumulto no congresso. Imagens do empurra-empurra viralizaram nas redes.
Segundo o relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), mensagens de outros investigados comprovam a necessidade de quebrar o sigilo:
“A necessidade de investigar Fabio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de ‘o filho do rapaz'”.
O filho do presidente deixou o Brasil para morar em Madri, capital da Espanha, desde julho de 2025.
No entanto, parlamentares governistas estão criticando a decisão. Paulo Pimenta (PT-RS) chegou a dizer que
“Houve uma votação, esta votação teve o resultado de 14 a 7 e de forma ilegal, o presidente da Comissão anunciou outro resultado. Portanto houve uma fraude no resultado da votação.”
A fala dele foi complementada por um comentário de Randolfe Rodrigues (PT-AP), que questionou o motivo do presidente não pautar quebra de sigilo de outras figuras:
“A pergunta é inversa, por que o presidente não pautou a convocação do Sr. Zetel? Por que não pautou o requerimento que quebra o sigilo da empresa do senhor Romeu Zema, que recebeu consignado? Por que não pautou o da Sra. Letícia, que tem relação direta como Careca do INSS?”.
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