Mulher que alega ser ex-companheira do tio de Suzane quer ficar com herança.
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Suzane Von Richthofen ganhou fama após o assassinato dos pais em 2002. Agora, ela volta às manchetes por causa de uma disputa pelos bens de um tio.
Carmem, uma prima distante que diz ser a ex-companheira dele, passou mais de duas horas depondo sobre os furtos que aconteceram dentro da casa do falecido.
Câmeras de segurança mostraram um criminoso entrando em diversas ocasiões. É possível vê-lo levando uma máquina de lavar roupas, um banco de madeira e diversas sacolas.
No depoimento, Carmen apresentou em detalhes itens que ela afirma terem sido levados, entre eles documentos e cerca de 48 objetos, incluindo:
A mulher havia prestado um Boletim de Ocorrência (BO) acusando Suzane de ser responsável pelo crime.
O BO só foi aberto depois que Suzane retirou o carro da casa e mandou soldar o portão, afirmando que agiu para garantir a segurança dos bens.
Suzane informou a polícia de que o veículo, da marca Subaru, está com ela em um lugar seguro e permanece à disposição da Justiça.
A decisão foi tomada junto com um primo de Miguel, que tinha aberto um outro Boletim de Ocorrência quando as invasões e furtos na propriedade começaram.
Segundo a polícia, Carmen não trouxe nenhuma informação que pudesse apontar para um suspeito no furto.
Suzane também deverá ser ouvida pelos policiais. A Justiça determinou que ela é inventariante do tio, isso significa que administrará os bens dele até o fim da partilha.
O espólio está avaliado em aproximadamente R$5 milhões e inclui um carro e dois imóveis.
O médico Miguel Abdalla era irmão de Marisa Von Richthofen, mãe de Suzane. Ele que ficou responsável pela guarda de Andréas, irmão de Suzane, após o assassinato dos pais.
Andréas enfrentou problemas com álcool e drogas. Hoje, tem dívidas envolvendo os imóveis deixados pelos pais. Ele não está disputando o espólio do tio.
No começo do ano, Miguel faleceu em sua casa. Seu corpo foi encontrado no quarto dois dias depois.
Carmem era uma prima de quarto grau de Miguel e retomou o contato com ele após se reencontrarem durante o funeral da mãe dela.
Como ela passava por problemas financeiros na época, Miguel ofereceu um apartamento para que Carmen pudesse morar enquanto sua casa era usada como fonte de renda:
“No final de 2011, sabendo que a requerida, sua parente, passava por dificuldades financeiras (estava com dívidas e pagando a faculdade da filha), o autor lhe ofereceu, em comodato verbal, o mencionado apartamento. A proposta era a de que ela se mudasse para lá com a filha e pudesse, assim, obter renda com o aluguel do apartamento em que morava até então, localizado na Rua Bandeira de Melo, 209, também no Campo Belo”, afirma o processo.
Ela contesta essa versão, afirmando que Miguel teria falado em morar com ela e sua filha no imóvel no futuro.
Alguns anos depois, ele pediu o apartamento de volta. Na época, estava com problemas na coluna e queria um lugar sem escadas para morar.
A prima não aceitou as ordens extrajudiciais apresentadas por Miguel, o que fez com que ele entrasse na Justiça.
A Corte determinou que Carmen deveria deixar o imóvel o mais rápido possível e pagar uma taxa por ter ocupado o imóvel de R$4.300 por mês até o imóvel ser desocupado.
Além disso, corria na época um processo em que Carmen pedia o reconhecimento de uma união estável entre os dois, que segue em segredo de Justiça.
O enterro de Miguel havia sido marcado para acontecer no cemitério do Araçá, em São Paulo. A catedral já havia sido reservada, no entanto, algo mudou.
A Justiça deu a guarda do corpo para Carmen e ela determinou que o enterro acontecesse no cemitério municipal de Pirassununga.
Na realidade, ela queria cremar o corpo, o que não foi autorizado pela polícia. A morte de Miguel foi registrada como “morte suspeita”, porque não foi encontrado nada que justificasse um falecimento natural.
Agora a polícia está fazendo a análise toxicológica, para tentar identificar exatamente o que causou sua morte.
Amigos e familiares dele não puderam comparecer por conta da mudança abrupta. Como a mídia noticiou, apenas ela foi ao enterro.
A disputa pela herança de Miguel Abdalla segue em meio a mistérios e tendo como plano de fundo um dos casos mais famosos na história do Brasil.
Relembre a história de Suzane von Richthofen e os assassinatos que chocaram o Brasil com o episódio especial de Investigação Paralela. Assista completo abaixo:
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