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Está esquecendo das coisas? 6 sinais que podem prever demência na meia-idade

Estudo revela que certos tipos de depressão não são apenas "tristeza", mas um aviso do corpo sobre a saúde futura do cérebro.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Senhora de meia idade
Fonte da imagem: Supera

A depressão não se manifesta da mesma forma para todos. Uma nova análise científica revelou que seis sintomas específicos são "bandeiras vermelhas" para a saúde do cérebro.

O estudo aponta que tratar esses pontos pode reduzir em 4,4% o risco de demência na velhice, agindo sobre fatores que podemos modificar antes que o dano seja permanente.

A pesquisa, publicada na revista The Lancet Psychiatry, separou os sintomas que mais pesam na balança da memória.

O destaque é principalmente a perda de funções que usamos para o convívio social e profissional:

  • Dificuldade de concentração: O cérebro começa a falhar ao processar informações simples.
  • Incapacidade de enfrentar problemas: sentir-se "travado" diante de desafios que antes eram fáceis.
  • Insatisfação com o desempenho: a sensação de que você nunca faz suas tarefas bem o suficiente.
  • Distanciamento social: um distanciamento emocional súbito das pessoas queridas.
  • Perda de autoconfiança: deixar de acreditar na própria capacidade de julgamento.
  • Tensão constante: O estado de alerta e nervosismo que não passa.

O cérebro finge estar doente

Um dos dados mais específicos do estudo aborda a pseudodemência. Na meia-idade e na velhice, a depressão pode "imitar" o Alzheimer.

O paciente apresenta esquecimentos graves e confusão mental, mas a causa não é a morte dos neurônios, e sim o impacto da depressão.

A detecção precisa é vital: se o médico tratar apenas a memória e ignorar a depressão, o paciente não melhora.

De acordo com o estudo, se tratar a depressão, os sintomas de "demência" podem desaparecer completamente.

O estudo reforça que, embora a genética dite parte das regras, a saúde do cérebro depende de pilares que estão sob nosso controle.

Autonomia e convívio são os melhores remédios

O tratamento deve ser incisivo e focado nos seis sintomas principais. No cotidiano, manter a autonomia do idoso, permitindo que ele tome decisões simples como as compras de casa, serve de estímulo ao cérebro.

O estudo reforça que a solidão acelera a atrofia cerebral. Por isso, o convívio social é tratado tecnicamente como um medicamento preventivo.

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