Estudo revela que certos tipos de depressão não são apenas "tristeza", mas um aviso do corpo sobre a saúde futura do cérebro.

A depressão não se manifesta da mesma forma para todos. Uma nova análise científica revelou que seis sintomas específicos são "bandeiras vermelhas" para a saúde do cérebro.
O estudo aponta que tratar esses pontos pode reduzir em 4,4% o risco de demência na velhice, agindo sobre fatores que podemos modificar antes que o dano seja permanente.
A pesquisa, publicada na revista The Lancet Psychiatry, separou os sintomas que mais pesam na balança da memória.
O destaque é principalmente a perda de funções que usamos para o convívio social e profissional:
Um dos dados mais específicos do estudo aborda a pseudodemência. Na meia-idade e na velhice, a depressão pode "imitar" o Alzheimer.
O paciente apresenta esquecimentos graves e confusão mental, mas a causa não é a morte dos neurônios, e sim o impacto da depressão.
A detecção precisa é vital: se o médico tratar apenas a memória e ignorar a depressão, o paciente não melhora.
De acordo com o estudo, se tratar a depressão, os sintomas de "demência" podem desaparecer completamente.
O estudo reforça que, embora a genética dite parte das regras, a saúde do cérebro depende de pilares que estão sob nosso controle.
O tratamento deve ser incisivo e focado nos seis sintomas principais. No cotidiano, manter a autonomia do idoso, permitindo que ele tome decisões simples como as compras de casa, serve de estímulo ao cérebro.
O estudo reforça que a solidão acelera a atrofia cerebral. Por isso, o convívio social é tratado tecnicamente como um medicamento preventivo.
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