A decisão de bloquear a região aconteceu após as negociações entre os dois países não progredirem.

Donald Trump anunciou que os EUA bloquearam o Estreito de Ormuz. A decisão foi tomada após as negociações com o Irã não avançarem.
"Neste momento não há combates. Neste momento temos um bloqueio. O Irã não está fazendo absolutamente nenhum negócio."
O presidente americano também autorizou a Marinha a interceptar, inclusive em águas internacionais, qualquer navio que tenha pago taxas ao governo iraniano para navegar na região.
"Qualquer iraniano que atirar em nós, ou em embarcações pacíficas, será explodido para o inferno."
A região é um corredor marítimo por onde passa cerca de 20% do petróleo negociado no mundo.
O anúncio veio após o encerramento das conversas entre Washington e Teerã em Islamabad, no Paquistão.
O vice-presidente JD Vance liderou as negociações e afirmou ao deixar o país que "o Irã escolheu não aceitar os termos americanos".
De acordo com Vance, o ponto de ruptura foi a recusa iraniana em dar garantias de que não buscará armas nucleares a longo prazo.
Isso levou Trump a afirmar que "o único ponto que realmente importava, o nuclear, não foi acordado."
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, classificou as exigências americanas como não razoáveis e acusou os EUA de violarem cláusulas de cessar-fogo anteriores.
"Essas ameaças não têm efeito sobre a nação iraniana. Se você lutar, nós lutaremos. Se vier com lógica, nós lidaremos com lógica."
Trump afirmou que o bloqueio conta com a participação de outros países e que as Forças Armadas estão prontas para, nas palavras dele, "terminar o pouco que resta do Irã".
A Brasil Paralelo investigou a fundo as origens da guerra com o especial Raio X Guerra do Irã.
A análise estuda como a Pérsia de Ciro, o Grande, uma das nações mais abertas do mundo, foi tomada pelo radicalismo islâmico.
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