Saída ocorre em meio a impasse sobre dívidas atrasadas e regras da própria organização.
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Os Estados Unidos deixam a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira, de acordo com a CBC.
Horas após iniciar seu segundo mandato, em Janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva para encerrar a participação americana na OMS após um ano.
O movimento retoma um processo iniciado em 2020, durante seu primeiro governo.
Pela lei dos EUA, a saída exige aviso prévio de um ano e o pagamento de todas as taxas pendentes.
A OMS afirma que os Estados Unidos ainda devem cerca de US$ 260 milhões (aproximadamente R$1,38 bilhão), referentes a 2024 e 2025, o que pode dificultar a formalização da retirada.
Ao anunciar a saída, o governo Trump citou:
De acordo com especialistas ouvidos pela CBC, a força histórica da OMS está na cooperação contínua entre países e não apenas em respostas emergenciais.
Desde 1952, o Sistema Global de Vigilância e Resposta à Influenza reúne dados de 131 países para orientar vacinas contra a gripe.
Sem os EUA, o acesso a informações e a adequação das vacinas podem ser prejudicados.
A OMS também coordena respostas a surtos como dengue, Ebola, MERS e outras doenças. A exclusão de cientistas americanos tende a reduzir a capacidade de resposta.
Após a Segunda Guerra, os EUA usaram a chamada “diplomacia das vacinas” como instrumento de política externa.
Em 1967, lideraram o programa da OMS que erradicou a varíola até 1980. Em 1974, ajudaram a lançar o Programa Ampliado de Imunização, que ampliou a cobertura infantil global.
Em 2025, os EUA deixaram de assinar o Acordo da OMS sobre Pandemias. A China, por sua vez, prometeu cerca de US$500 milhões (aproximadamente R$ 2,65 bilhões) à OMS nos próximos cinco anos.
Com isso, deve se tornar o maior financiador da agência e ampliar sua influência sobre as prioridades globais.
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