Bolsas do mundo inteiro caíram e o petróleo ficou mais caro por causa da decisão.

O Irã declarou que o Estreito de Ormuz está fechado para navios dos Estados Unidos e de seus aliados ocidentais.
A Guarda Revolucionária do país declarou na quinta-feira (5), que ainda tem controle total da região.
“Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”.
Caso embarcações ligadas aos Estados Unidos, a Israel ou aos aliados ocidentais dos dois países tentem atravessar a região, “certamente serão atingidas”.
Na prática, o transporte de navios na região já está afetado desde o ataque israelense e americano contra o Irã no final de semana.
A Brasil Paralelo vai lançar um Raio X Irã, para você entender a fundo um dos países que mais impactam na geopolítica atual.
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O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo estreito que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Apesar de medir apenas cerca de 33 quilômetros no ponto mais estreito, o estreito é considerado uma das passagens estratégicas mais importantes do planeta.
As estimativas apontam que cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo atravesse essa rota todos os dias.
Em números absolutos, isso significa aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia.
A passagem conecta grandes produtores de energia, como:
Arábia Saudita
Irã
Iraque
Emirados Árabes Unidos
Kuwait
Catar
Esses países dependem do estreito para exportar petróleo e gás para mercados da Ásia, Europa e América do Norte.
O mercado internacional já começou a sentir os efeitos econômicos da crise. O preço do petróleo cresceu 3% logo após a paralisação do tráfego marítimo.
Isso porque quando existe o risco de interrupção no transporte de petróleo, os investidores passam a temer uma redução na oferta e com menos oferta, os preços sobem.
A incerteza também afetou os mercados financeiros do mundo inteiro. As bolsas dos Estados Unidos, da Europa e do Brasil fecharam em queda com o avanço da guerra e o temor de impactos econômicos maiores.
Mesmo longe do Oriente Médio, o Brasil também pode sentir os efeitos da crise. Um dos motivos é que o aumento global dos preços do petróleo também fazem os combustíveis ficarem mais caros.
Isso faz com que o preço dos transportes, majoritariamente feitos por caminhão, se tornem mais caros, o que reflete em quase toda a economia do país.
Além disso, o Brasil também pode ter suas exportações afetadas, já que 4,8% das exportações brasileiras atravessam o estreito.
Quase 68% dessas cargas eram de proteína animal, principalmente frango. Cerca de 23% de todos os frangos exportados pelo Brasil foram para a região.
Segundo dados de comércio marítimo, no ano passado cerca de 158 mil contêineres saíram do Brasil rumo a esses países.
Entenda melhor a situação no estreito de Ormuz com o especial da Brasil Paralelo. Assista completo abaixo: