Ministro de Israel anunciou que o próximo líder iraniano será morto assim que assumir.

Mojtaba Khamenei foi eleito o líder supremo do Irã após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em um ataque das forças israelenses e americanas.
Ele é o terceiro homem a ocupar o cargo de líder supremo desde a criação da República Islâmica em 1979.
O novo líder assume o comando de um país em guerra, abalado por sanções, hiperinflação e marcado pelos protestos recentes contra o regime islâmico.
Apesar de não ter uma vida pública tão ativa, Mojtaba já era uma figura extremamente influente no regime, sendo visto como um importante articulador do poder no gabinete do líder supremo.
"Mojtaba Khamenei, filho do ex-líder supremo Ali Khamenei, atua há muito tempo nos bastidores de Teerã, construindo laços profundos com a Guarda Revolucionária Islâmica e consolidando influência dentro da estrutura de poder do regime. Ele é amplamente visto como um dos arquitetos da repressão do regime", disse o doutor Eric Mandel, Diretor da Rede Política e de Informação do Oriente Médio ao Iran International.
Trump disse à Axios que "precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã" após a morte do aiatolá Ali Khamenei neste final de semana (5).
"O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela", complementou
A fala foi confirmada em uma conversa com a Reuters, na qual o presidente chegou a dizer que a escolha de Mojtaba faria com que es Eua precisassem voltar a atacar o Irã:
"Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo... Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país".
Em breve, a Brasil Paralelo vai lançar um Raio X sobre o Irã, para você entender a fundo o país.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Israel Katz, publicou em suas redes sociais uma ameaça ao regime.
Ele afirmou que seu país está preparado para matar o próximo líder, independentemente de quem seja:
"Todo líder nomeado pelo regime de terror iraniano para dar continuidade e liderar o plano de destruir Israel, ameaçar os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimir o povo iraniano — será um alvo inequívoco de eliminação."
A disputa entre Israel e o Irã já está ativa há décadas. Entenda suas origens e implicações com o documentário From the River to the Sea. Assista completo abaixo:
Um dos principais pilares de apoio para a ascensão de Mojtaba é sua relação próxima com a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC).
Ao menos três autoridades iranianas afirmaram que a Guarda pressionou para que ele fosse escolhido como líder supremo e tem defendido que ele está qualificado para governar.
Segundo a Constituição do Irã, uma pessoa precisa ter uma série de características para chegar na posição, incluindo:
“um grau elevado de escolaridade islâmica”;
“ser justo”;
“piedoso”;
“prudente”;
“corajoso”;
“habilidoso em termos políticos e administrativos” e
“possuir capacidades de liderança”
A relação de Mojtaba com a Guarda começou durante a década de 1980, quando ele serviu na guerra Irã-Iraque no grupo de voluntários Batalhão Habib.
Muitos dos combatentes que lutaram ao seu lado ascenderam a cargos estratégicos no aparato de segurança e inteligência do regime.
Seu nome também é considerado muito popular entre os setores mais jovens e radicais da Guarda.
Além da Guarda, ele mantém laços com a milícia Basij, braço paramilitar voluntário ligado ao regime.
Analistas do Instituto do Oriente Médio dos EUA afirmam que a nomeação teria problemas, já que ele não teve experiência política, o que é uma exigência.
Outro problema que ele poderia ter é sua posição religiosa, já que é considerado um Hojatoleslam, posição religiosa que representa um clérigo de nível médio.
Mojtaba estudou nos seminários de Qom e foi apontado como aiatolá desde 2021, mas não é reconhecido entre os mais altos líderes religiosos do país.
Apesar de não ser o melhor cenário, essa não seria a primeira vez que alguém foi escolhido para o cargo sem ser um sábio islâmico de alto nível.
Ali Khamenei também tinha o título de Hojatoleslam quando foi escolhido para ser o líder supremo após a morte do aiatolá Ruhollah Khomeini em 1989.
Após assumir o posto, o ex-líder supremo passou por um processo acelerado de consolidação religiosa.
Foram criados conselhos de jurisprudência que buscaram cartas de apoio feitas por outros clérigos e promovida uma campanha para elevar seu status.