Guarda Revolucionária diz que os EUA adiaram ultimato por medo de ameaça que pode parar o mundo.

Após semanas de ataques contra o Irã e a morte do líder supremo do país, Trump disse em suas redes sociais que está negociando com o governo iraniano.
“Tenho o prazer de informar que os Estados Unidos da América e o país Irã tiveram, nos últimos dois dias, conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total de nossas hostilidades no Oriente Médio”, afirmou na publicação.

O presidente americano também anunciou que mandou o Departamento de Guerra adiar os ataques militares contra as infraestruturas do país por cinco dias.
“Instruí o Departamento de Guerra a adiar quaisquer e todos os ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, condicionado ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”.
Antes disso, ele tinha colocado um prazo de 48 horas para novos ataques caso a República Islâmica não abrisse o Estreito de Ormuz.
Apesar da fala de Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou à agência de notícias Mehr que a declaração era parte de uma estratégia para fazer o preço do petróleo e do gás cair.
Outra agência estatal do país, a Tasmin, também desmentiu a fala de Trump e usou fontes estatais para dizer que:
"Não houve negociações e não haverá, e com esse tipo de guerra psicológica, nem o Estreito de Ormuz retornará às suas condições pré-guerra, nem haverá paz nos mercados de energia".
A agência de notícias Fars, controlada pela Guarda Revolucionária, disse que não houveram negociações.
Segundo a versão do canal, Trump recuou após ameaças de ataques contra estações energéticas nos países do Golfo, o que poderia aumentar ainda mais o preço do petróleo.
Apesar de negarem as negociações com os EUA, um oficial de alto escalão do Irã chegou a falar que o país apresentou suas exigências para a paz.
Ele afirmou que qualquer conversa deve levar em conta ao menos seis pontos que incluem questões como:
garantias de prevenção à recorrência de guerra;
fechamento das bases militares dos EUA na região;
pagamento de uma compensação à República Islâmica;
encerramento de guerras em todos os fronts regionais;
estabelecimento de um novo marco legal para o estreito de Ormuz;
acusação e extradição de figuras da mídia consideradas hostis ao regime iraniano.
A Brasil Paralelo investigou a fundo as origens da guerra entre EUA e Irã com o especial Raio X Guerra do Irã.
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