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Ex-ministro da Cultura critica Wagner Moura após vitória no Globo de Ouro

O Agente Secreto recebeu financiamento milionário do governo federal, acusa Mário Frias.

Por
Rafael Lorenzo M Barretti
Publicado em
Wagner Moura durante noite em que recebeu o Globo de Ouro.
Fonte da imagem: Maior Viagem

Wagner Moura se tornou um dos nomes mais comentados nas redes sociais brasileiras após vencer o Globo de Ouro de melhor ator. Foi a primeira vez que um brasileiro levou o prêmio na categoria. 

A produção O Agente Secreto, que levou à indicação de Moura, também venceu como Melhor Filme. A primeira vez que um filme conseguiu duas estatuetas no evento.

O deputado e ex-ministro da Cultura Mário Frias divulgou um vídeo do elenco de O Agente Secreto sambando com o recorte de uma matéria dizendo que o filme recebeu R$7,5 milhões do governo.

O dinheiro foi repassado através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Ancine. Esse incentivo não tem relação com a Lei Rouanet, que contempla apenas produções curtas e médias.

Frias criticou a postura do ator sobre questões políticas e morais para aumentar seu engajamento:

Esse sujeito não é consciência moral nenhuma. É um oportunista confortável que assiste ao próprio povo sangrar de longe enquanto percorre o mundo arrotando virtude para plateias estrangeiras. Fala de justiça sem nunca pagar o preço dela.”

Em outra publicação, ele acusa Wagner Moura de falar em democracia, mas apoiar regimes autoritários de esquerda:

Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula, além de políticos que flertam abertamente com autoritarismo.”

Em uma terceira publicação feita em inglês, o ator chegou a marcar a conta de Trump e do secretário de Estado dos EUA, Marco Rúbio.

A postagem trouxe trecho do discurso de Moura em que ele critica Bolsonaro e fala sobre o regime militar.

Enquanto pessoas comuns pagam o preço por meio da inflação, de impostos sufocantes e da erosão das liberdades básicas, ele explora esse sofrimento como palco para inflar o próprio ego e vender, no exterior, a ilusão do ‘artista politicamente consciente’”, escreveu na postagem

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