O valor de R$110 milhões sairá do Fundo de Setor Audiovisual e irá para a TV Brasil.

O Governo Federal liberou R$110 milhões para a TV Brasil por meio de um novo edital. O valor é o maior da história da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e será usado para financiar a produção de 39 projetos no canal estatal.
Os conteúdos incluem documentários, séries e a primeira novela da história da TV Brasil. O governo classifica a medida como um marco para a "cidadania".
O valor virá do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), gerido pela Ancine.
O fundo é o mesmo que financiou produções como Marighella e Geni e o Zepelim, esta última uma adaptação da canção de Chico Buarque que retrata a personagem principal como travesti.
Entre as obras selecionadas pelo editorial, o governo priorizou projetos com recortes específicos de gênero e identidade: todos os 39 vencedores contam com participação de mulheres ou pessoas trans em funções de comando, como direção ou roteiro.
A diretora de Conteúdo da EBC, Antônia Pellegrino, definiu o investimento como uma "decisão política" para fortalecer a TV Brasil.
Além de conteúdos infantis e sobre o meio ambiente, o edital viabilizará a coprodução Vambora, que marcará a estreia da primeira novela no canal estatal, um formato historicamente associado às emissoras comerciais.
O presidente da EBC, André Basbaum, celebrou o edital como a consolidação de um processo de reconstrução institucional.
A estratégia visa fortalecer a Rede Nacional de Comunicação Pública, que hoje alcança cerca de 120 milhões de brasileiros.
No entanto, o uso expressivo de verbas do Fundo Setorial do Audiovisual para a programação de uma emissora do governo pode gerar questionamentos sobre o limite entre fomento cultural e o fortalecimento de uma estrutura de comunicação oficial.
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