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Governo barra convocação de filho de Lula e Jorge Messias na CPI do INSS

Oposição afirma que Lulinha é suspeito de ligações com o Careca do INSS e governistas alegam que as acusações são falsas.

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Redação Brasil Paralelo
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CPMI do INSS não chama Lula e nem Jorge Messias.
Fonte da imagem: Agência Brasil

Parlamentares da oposição apresentaram requerimentos para convocar o filho do presidente à CPMI. No entanto, a base governista reagiu e conseguiu barrar ambas as propostas com maioria de votos.

A tentativa de convocar Lulinha foi derrotada por 19 votos contra 12. A justificativa da oposição é de que há indícios financeiros que ligariam o filho do presidente a operadores do esquema de fraudes contra aposentados

O grupo destacou o caso do dirigente petista Ricardo Bimbo, que é acusado pelo Coaf de receber R$8,4 milhões de uma empresa suspeita e pagou um boleto ao contador de Lulinha.

A base do governo reagiu. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na CPMI, acusou a oposição de utilizar o escândalo para fins eleitorais

Ele rejeitou as acusações contra Lulinha, afirmando que trata-se de "acusações sem provas de um delator sem credibilidade, usadas pela oposição para criar factoides, serão rejeitadas".

Deputado pede a extradição de Lulinha

Além dos movimentos no Congresso, o deputado Evair Vieira de Melo (PP) protocolou no STF um pedido para que a Corte avalie a possibilidade de extradição de Lulinha.

O filho do presidente deixou o Brasil e se mudou para Madri, na Espanha, em julho deste ano. 

Segundo o parlamentar, a mudança coincide com a intensificação das investigações e levanta preocupações sobre a preservação da integridade do processo penal

Ele também pediu que a Polícia Federal tome medidas de cooperação jurídica internacional com a Espanha, caso os indícios sejam confirmados.

Candidato de Lula para o STF também foi convocado

O requerimento para ouvir o advogado-geral da União, Jorge Messias também foi rejeitado pela CPMI, por 19 votos contra 11

A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) afirmou que o pedido era “uma provocação” e não havia justificativa técnica para convocar Messias

Já a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), autora do pedido, defendeu que a participação de Messias seria fundamental para esclarecer a atuação da AGU diante das fraudes:

O depoimento do senhor Messias é fundamental para esclarecer o acompanhamento dado pela AGU a essa grave situação, a transparência dos procedimentos adotados e o andamento das medidas legais em curso”.

Enquanto isso, a CPMI continua colhendo depoimentos sobre fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas. 

Nesta mesma sessão, foi ouvido o presidente da Amar Brasil Clube de Benefícios, Américo Monte Júnior, um dos investigados. 

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