Criminosos conseguiram ficar com mais de R$100 milhões de seguradoras.

Dois guias que deveriam ajudavam alpinistas a escalar o Monte Everest foram acusados de tentar envenenar os aventureiros como parte de um esquema para fraudar seguros.
Os criminosos embolsaram mais de US$20 milhões, o equivalente a cerca de R$103,2 milhões.
Até o momento, as autoridades nepalesas investigam 32 pessoas, sendo que 23 já são consideradas foragidas.
A denúncia expõe um sistema sofisticado que transformava emergências médicas em oportunidade de lucro.
Segundo a polícia, tudo começava após chegar ao cume da montanha mais alta do mundo, durante o processo de descida que pode durar semanas.
Os guias tentavam convencer os turistas a fingir passar mal para justificar um resgate com helicóptero financiado pelas seguradoras.
Caso os alpinistas não aceitassem, eles tentavam convencê-los de que estavam passando mal por causa da altitude, ou até davam comprimidos e fermento para que eles passassem mal.
Uma vez que aceitavam o resgate, os guias pediam mais helicópteros do que o necessário para tornar tudo mais caro.
Uma operação de resgate que deveria custar R$20 mil acabava saindo por mais de R$61 mil.
Nos hospitais, relatórios médicos eram falsificados com assinaturas digitais de profissionais que sequer participaram dos atendimentos.
Em alguns casos, registros indicavam internações inexistentes, enquanto os próprios turistas estavam em áreas comuns, sem tratamento algum.
Hospitais chegaram a receber até 25% da indenização. Operadores de resgate ficavam com outros 20% a 25%.