Algumas das pessoas mais poderosas do mundo estão envolvidas nos crimes.
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) liberou mais de 3,5 milhões de arquivos ligados ao caso Jeffrey Epstein, reunindo denúncias, imagens, vídeos e trocas de e-mails relacionados à investigação.
Figuras públicas como Donald Trump, Elon Musk, Bill Gates e outras personalidades aparecem mencionadas nos documentos.
É importante destacar que o departamento de Justiça liberou todos os documentos em posse do FBI, podendo incluir informações falsas ou exageradas:
"Esta produção pode incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou submetidos falsamente, uma vez que tudo o que foi enviado ao FBI pelo público foi incluído na produção que atende à Lei."
Jeffrey Epstein foi um milionário que comandou uma rede de tráfico humano e exploração sexual de menores, envolvendo membros da elite econômica e política internacional.
Na sexta-feira (30), o novo lote de arquivos foi tornado público em cumprimento à Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, aprovada no final de 2025.
Os documentos estão em inglês e podem ser acessados no site do Departamento de Justiça dos EUA.
O público pode consultar o material clicando aqui e usando a barra de busca dentro do site usando palavras-chave.
Segundo o DOJ, a liberação inclui mais de 2 mil vídeos e 180 mil imagens, somando cerca de 3,5 milhões de páginas quando consideradas publicações anteriores.
O material também reúne arquivos de processos na Flórida e em Nova York, investigações do FBI e apurações sobre a morte de Epstein.
Mais de 500 advogados e revisores participaram do trabalho. O departamento afirmou que optou por “pecar pelo excesso” na coleta de materiais e que as ocultações foram limitadas à proteção das vítimas e de seus familiares.
Nomes de políticos e figuras públicas não foram censurados. O vice-procurador-geral Todd Blanche disse que a Casa Branca não interferiu na revisão dos arquivos:
“Não protegemos Trump na divulgação dos arquivos”, afirmou.
Segundo ele, a nova liberação marca o fim de um longo processo de revisão sobre o caso Epstein:
“A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito abrangente de identificação e revisão de documentos para garantir transparência ao povo americano e conformidade com a lei”.
O DOJ também alertou que o acervo pode conter documentos e imagens falsas ou não verificadas, já que tudo o que foi enviado ao FBI pelo público e se enquadrava na lei foi incluído.
Após a publicação, advogados que representam as vítimas pediram a retirada imediata do site do ar.
Eles acusam as publicações de divulgarem imagens não editadas com nudez e rostos visíveis, algumas de pessoas aparentemente jovens.
“Para as vítimas de Jeffrey Epstein, cada hora importa. O dano é contínuo e irreversível”, escreveram os advogados Brittany Henderson e Brad Edwards em carta a juízes federais,.
O New York Times afirmou que ao menos 40 imagens de nudez da coleção pessoal de Epstein não foram editadas.
O Departamento de Justiça informou que removeu as imagens que expunham nudez e identidades.
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