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Justiça condena patrão que fazia piadas sobre o peso de funcionária

Testemunhas confirmaram as ofensas mesmo após a empresa negar as acusações em processo.

Por
Gabriel Costa
Publicado em
Fórum de Itajubá
Fonte da imagem: Reprodução

Uma funcionária do setor financeiro de um grupo de empresas em Itajubá, no Sul de Minas, relatou à Justiça que o sócio da empresa onde trabalhava fazia piadas frequentes sobre seu peso na frente de outros funcionários.

Ela afirmou que ele disse que ela não poderia subir em uma balança porque pesava mais de 200 quilos. Que a cadeira não suportaria seu peso. Que era gorda, sempre de forma pejorativa e com o intuito de humilhar.

Testemunhas confirmaram as ofensas. A empresa negou, argumentando que o próprio sócio também estava acima do peso e que mantinha código de conduta interno contra assédio.

Justiça afirmou que piadas passaram dos limites

A Justiça do Trabalho não aceitou o argumento. A juíza Ana Paula Costa Guerzoni, da Vara do Trabalho de Itajubá, condenou o grupo econômico a pagar R$3 mil de indenização por danos morais.

De acordo com  a magistrada, as condutas ultrapassaram os limites da civilidade e não podem ser tratadas como simples brincadeiras.

"Admitir esse comportamento seria compactuar com uma visão deturpada da sociedade em que qualquer humilhação pode ser implementada se for carimbada com a palavra brincadeira".

A juíza destacou ainda que chefes sabem que funcionários têm medo de reclamar por receio de perder o emprego. Por isso, a responsabilidade é ainda maior.

A indenização foi fixada levando em conta o grau de culpa da empresa, seu porte econômico, a situação da trabalhadora e a gravidade do constrangimento sofrido.

A indenização não serve apenas para compensar a vítima. Para a juíza, ela também tem função pedagógica: punir quem errou e evitar que situações semelhantes se repitam. A decisão é definitiva e não cabe mais recurso.

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