Rapper segue foragido após Justiça decretar nova prisão por 66 falhas de sinal e desligamento de tornozeleira eletrônica.

Chorando e visivelmente abalada, a mãe do rapper Oruam publicou um vídeo nas redes sociais negando que o filho esteja tentando fugir do país. Comentou também a nova ordem de prisão contra ele.
No vídeo, ela reconhece a gravidade do descumprimento de decisões judiciais, fala do estado emocional do filho e diz querer que ele se entregue para que o caso tenha um fim.
Márcia Gama explica o que levou a Justiça a decretar novamente a prisão de Oruam, após falhas no monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Ela diz que a situação foi agravada por boatos e pela pressão pública, no entanto reconhece a gravidade do caso.
“Descumprir ordem judicial é muito sério, eu sei. Sou mãe, sou a favor da lei”, afirmou.
Ela insistiu que o filho enfrenta problemas emocionais e que o estado de saúde dele é visível para pessoas próximas. Disse que Oruam chora, tem medo de ser preso e que a pressão da indústria musical contribuiu para o agravamento do quadro.
“Ele tenta ser forte, tenta mostrar que está bem, mas não está”, disse.
Ela afirmou que deseja que o filho se entregue para que o caso tenha um desfecho. Ao final, questionou a prisão e pediu uma oportunidade para o rapper.
A Justiça do Rio de Janeiro voltou a decretar a prisão de Oruam após sucessivas falhas no monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, o sistema registrou 66 falhas de sinal, a maioria relacionada à falta de carregamento da bateria.
O equipamento chegou a ser trocado em dezembro. Ainda assim, a nova tornozeleira permanece desligada desde 1º de fevereiro, o que impediu o monitoramento do artista.
Com a interrupção total do sinal, o Superior Tribunal de Justiça revogou o habeas corpus que mantinha Oruam em liberdade.
A juíza responsável pelo caso suspendeu o benefício da prisão domiciliar, e buscas feitas na residência do rapper não o localizaram.
O uso da tornozeleira foi determinado após uma operação policial em setembro de 2025. Na ocasião, agentes foram à casa do artista para localizar um adolescente ligado ao Comando Vermelho.
Durante a ação, Oruam arremessou uma pedra contra dois policiais civis. Desde então, ele cumpria prisão domiciliar monitorada, condição agora cancelada após a perda total do sinal de rastreamento.
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