Caso ganha destaque após Elon Musk expor decisão judicial que autorizou criança autista a mudar de sexo na Islândia.

Na madrugada desta quarta-feira, o bilionário Elon Musk repostou um vídeo em sua conta no X. O post deu visibilidade ao apelo de Alexander Rocha, um pai que vive na Islândia e afirma ter tido o filho de 10 anos tirado dele pela Justiça.
O motivo? Ele se opôs à mudança de sexo da criança. Musk chegou a comentar que o "vírus da mente woke" afeta até a Islândia.
No vídeo, Alexander desabafa, dizendo que nenhum pai deveria passar por algo do tipo e que está há meses sem ver o filho, que foi diagnosticado com TDAH e transtorno do espectro autista.
Segundo Alexander, a disputa judicial começou quando a mãe da criança iniciou o processo de transição de gênero do menino aos sete anos. Aos dez, o tribunal islandês decidiu a favor da mudança de nome e do uso de bloqueadores de puberdade.
Alexander argumenta que o filho, pela idade e pela condição de autismo, não compreende as consequências de procedimentos que alteram drasticamente o corpo e a mente.
"As crianças merecem viver livres da ideologia de gênero radical, que as pressiona a tomar decisões de vida que elas nem sequer compreendem ainda", afirmou o pai.
O Islandês agora busca financiamento para recorrer da decisão no Tribunal da Islândia.
A sentença proferida em dezembro de 2025 pelo Tribunal local revela uma trama complexa.
A guarda foi concedida à mãe pela falta de colaboração entre os pais e à resistência paterna em aceitar a identidade do filho. Segundo o tribunal, esse conflito gerava instabilidade emocional e sofrimento à criança.
O caso contou também com a participação da Samtökin '78, a organização nacional LGBT da Islândia.
A organização alegou que a agressividade e a automutilação do menino estavam ligadas ao sofrimento por não ter sua identidade aceita.
Esses laudos ajudaram a convencer o tribunal de que a criança precisava de afirmação para recuperar sua estabilidade emocional.
Sob as leis de autonomia de gênero da Islândia, o tribunal entendeu que o "melhor interesse da criança" era permanecer com a mãe, que apoia a transição.
Alexander se opôs totalmente e foi categórico:
"As crianças merecem viver livres dessa ideologia de gênero radical, que as pressiona a tomar decisões de vida que elas ainda nem conseguem entender."
Para entender por que um tribunal na Islândia foca tanto na "identidade" em vez da biologia, é preciso olhar para 1955.
Foi naquele ano que o psicólogo John Money criou o conceito de "papel de gênero", defendendo que ser homem ou mulher era uma construção social, e não um fato biológico.
Mas Money não ficou apenas na teoria. Ele decidiu provar sua tese com um experimento que se tornaria um dos mais sombrios da medicina:
A Brasil Paralelo viajou ao Canadá e mergulhou em meses de pesquisa documental para reconstruir essa trajetória.
O resultado é John Money, uma produção que expõe como uma teoria controversa do século passado se tornou a base das decisões judiciais de hoje.
Assista ao trailer
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