Com quase R$3 milhões da prefeitura, Acadêmicos do Tatuapé quer provar que o movimento vai além das invasões de terra.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) será o tema da Acadêmicos do Tatuapé para o Carnaval de 2026, em São Paulo. Para viabilizar o desfile, a escola contou com um repasse de R$2,76 milhões da Prefeitura.
O enredo pretende apresentar o movimento como um grande produtor de alimentos orgânicos, mostrando que vão além das ocupações de terra.
São Paulo investirá R$70 milhões no Carnaval deste ano, consolidando-se como o maior financiador público da festa no Brasil.
O Anhembi verá uma imagem incomum na madrugada de sábado (14): a bandeira vermelha do MST.
A escola quer mostrar o MST como um produtor de comida sem "veneno". É uma tentativa de mudar a percepção do público sobre o movimento.
A diretoria afirma que as atividades do grupo são vastas e pouco conhecidas.
Para isso, a escola contou com um valor que cada escola do Grupo Especial de São Paulo recebeu: R$2,76 milhões. O repasse vem da prefeitura da cidade.
O investimento municipal na festa paulistana superou o do Rio de Janeiro, atingindo a marca de R$70 milhões em subsídios.
A Tatuapé tem um histórico de levar temas sociais para a avenida. Em 2025, o tema foi a Justiça e a escola foi vice-campeã. Agora, a aposta é na terra.
O presidente Eduardo Santos afirma que a escolha passa pelo impacto cultural e pelas parcerias da escola. Para ele, o enredo é coerente com a trajetória da agremiação em pautar causas sociais.
A Acadêmicos do Tatuapé quer mostrar que o MST vai "além das invasões". A Brasil Paralelo também quis entender o que está para além das tomadas de terra.
Para encontrar a resposta, nossa equipe analisou documentos históricos e ouviu testemunhos de todos os lados da disputa por terra no Brasil.
O resultado é o documentário MST: Terra Prometida. A obra mergulha nas origens e nas ramificações políticas do movimento para expor o impacto real na vida das famílias brasileiras.
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