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O Agente Secreto recebeu R$800 mil do governo para campanha pelo Oscar

Além disso, filme ganhou 7,5 milhões de incentivo público para produção.

Por
Rafael Lorenzo M Barretti
Publicado em
Wagner Moura em frente a banner do Oscar
Fonte da imagem: Diário Gaúcho

O Agente Secreto recebeu indicações para quatro categorias diferentes do Oscar, algo que não acontecia desde 2004, quando o clássico Cidade de Deus concorreu

A produção vai disputar pelo prêmio de Melhor Filme Internacional, Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Elenco.

O governo federal entregou R$800 mil para a campanha de divulgação da produção entre os eleitores da Academia de Cinema, responsável pelas indicações ao Oscar. 

O recurso foi liberado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e só pode ser usado para ações promocionais na premiação.

A agência havia previsto um repasse de R$400 mil, mas a produtora pediu que o valor fosse dobrado

A diretoria da Ancine autorizou conforme previsto em uma portaria interna que permite o apoio financeiro a filmes brasileiros escolhidos para representar o país no Oscar.

Filme também recebeu incentivo milionário do governo

Além do aporte feito para a campanha no comitê do Oscar, a produção também recebeu mais de R$7,5 milhões do governo federal.

O apoio financeiro à produção veio do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), criado pela Lei Federal nº 11.437, de 2006.

O FSA é um fundo do Ministério da Cultura, administrado pela Ancine para financiar principalmente longas-metragens

Ele opera de forma distinta da Lei Rouanet, que permite o incentivo apenas para produções de curta e média duração

As empresas que aceitam contribuir com o programa podem abater os valores entregues para as produções de seus impostos de renda.

Ano passado, o número de CNPJs que colaboraram com o programa chegou a 6.252, um aumento de 55,21% em relação a 2022

Isso significa que o Estado deixou de arrecadar mais de R$3,41 bilhões apenas em 2025.

Além disso, o FSA também foi distribuído para um número recorde em 2024, chegando a 561 produções.

Desde quando foi criada em 2016, a Brasil Paralelo nunca recebeu nenhum centavo de impostos para nenhuma de suas produções.

E agora nos preparamos para uma nova fase dessa história, produzindo novos filmes de ficção após o sucesso de Oficina do Diabo.

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