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Projeto promove a adoção espiritual de crianças ainda não nascidas e convoca oração para mães que cogitam abortar

Conheça a iniciativa de interceção por bebês ameaçados pelo aborto e suas mães.

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Redação Brasil Paralelo
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Conheça a iniciativa de interceção por bebês ameaçados pelo aborto e suas mães.
Fonte da imagem: Divulgação

ele e por sua mãe. O projeto “Adoção Espiritual” convoca cristãos ao compromisso de rezar por bebês ameaçados pelo aborto. 

A iniciativa é promovida pela Arquidiocese do Rio de Janeiro e qualquer pessoa pode aderir. Para isso, é preciso apenas acessar o site e pedir sua Carteirinha da Adoção. 

O cadastro é gratuito e as histórias de milagres recebidos por quem escolheu ajudar são impressionantes. 

Como funciona a adoção espiritual? 

Durante nove meses, o pai ou mãe em espírito fará uma oração especial ao seu filho, que ele não sabe quem é e pode estar em qualquer lugar do mundo. Essa criança será seu filho espiritual por toda a vida. 

Para ajudar aos pais espirituais, a Arqrio desenvolveu um aplicativo no qual é possível ser lembrado da oração, além de ver simulações de como está o bebê na idade gestacional equivalente. 

A aplicação está disponível para IOS e Android, basta clicar aqui e baixar. Se preferir, o possível pai ou mãe espiritual pode acessar o site e se informar. 

Todos os dias o pai ou mãe irá rezar uma dezena do terço, que consiste em um mistério, um pai nosso e dez aves marias pelo seu filho espiritual e por sua mãe biológica. 

Em uma prece diária, é pedido que a mãe que pensa em abortar tenha calma e tranquilidade diante da situação. E para o bebê, que já sente as emoções da mãe, pede-se consolo e alento. 

Diariamente o aplicativo lembra os pais de rezarem. Nele também é possível acompanhar uma animação de como está o embrião, de acordo com a idade gestacional. 

No aplicativo do celular o pai ou mãe espiritual pode acompanhar como seu filho (a) está no útero. Foto: reprodução. 

Além disso, após a sexta semana é possível colocar o som do coração de um feto de mesma idade gestacional para tocar. Dessa forma, o pai ou mãe espiritual pode sentir-se mais perto de seu filho. 

Ao final dos nove meses, o pai ou mãe é também convidado a comemorar os “mesversários” de seu filho. 

Um socorro a quem rejeitou a vida

A ideia da Adoção Espiritual é oferecer apoio às crianças ameaçadas de serem abortadas e também a suas mães. 

De acordo com o site da iniciativa, “as mulheres que cometeram o aborto, principalmente aquelas que não tiveram a consciência do mal que realizaram ou se sentiram obrigadas pelo pai da criança, família ou circunstância dramática na qual a criança foi concebida, através da Adoção Espiritual se sentem acolhidas pela Misericórdia de Deus e convidadas a tomar atitudes concretas em defesa da vida”.

Dessa forma, a Arquidiocese do Rio conclama as pessoas a orarem também pelas mães que, sem ver outra alternativa, abortaram. 

“Oração da Adoção Espiritual restaura a paz nas famílias, curando eficazmente os corações feridos de mães e familiares que rejeitaram o dom da vida”.

A culpa por ter feito um aborto é algo pouco falado. Por isso, a Brasil Paralelo conversou com mulheres que por algum motivo só encotraram no aborto a solução para uma gravidez não planejada. 

Em “Duas Vidas”, a BP entrevistou mulheres a quem o aborto foi a única solução oferecida. O resultado é um relato chocante e pouco falado do que acontece com as mulheres que tiraram a vida de seus filhos ainda no ventre. 

Assista gratuitamente e entenda, de uma vez por todas, do que estamos falando quando falamos de aborto. 

O testemunho de quem adotou espiritualmente

O site da organização conta os benefícios recebidos por quem tem um filho espiritual. Um deles é o número de jovens que conseguiram se fortalecer na virtude da castidade e no seu entendimento da sexualidade como um dom de Deus. 

“Os jovens, através da Adoção Espiritual, estão se preparando de forma mais madura para o sacramento do matrimônio e para acolher mais conscientemente o dom dos filhos”, explica o site. 

Já para os idosos, a Arquidiocese afirma ser uma oportunidade deles retomarem o sentido da vida e de seus próprios sofrimentos. Segundo testemunhos ouvidos, essas pessoas passam a sentir-se mais alegres. 

“Sentem grande alegria no coração por poderem servir e ajudar os mais indefesos”.

A adoção espiritual é uma forma de quem é a favor da vida ajudar no combate a normalização do aborto. 

Além de ter um filho para toda a vida, o pai ou mãe espiritual tem a oportunidade de colher frutos em sua própria jornada. Nas palavras de Dom Tiago, bispo auxiliar do Rio que coordena o projeto, é dever de todos proteger a vida desde a concepção. 

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