Festival com críticas a Tarcísio e à PM contaram com apresentações e até um palco improvisado.

Há quase um mês, os alunos da USP estão sem aulas por causa de uma greve convocada pelo movimento estudantil.
Cadeiras e mesas foram usadas para fazer piquetes e impedir que as salas possam ser utilizadas.
Os manifestantes estão acampando nas dependências da universidade, onde estão realizando atividades como lutas de boxe e até mesmo caratê.
Neste final de semana, o movimento organizou uma festa com o nome Festival Canalha!, anunciado com a imagem do governador Tarcísio de Freitas.
O evento estava programado para acontecer na Praça do Relógio, lugar central da cidade universitária, mas mudou para o centro do DCE Livre após a reitoria proibir o evento.
Em vídeos divulgados pelo próprio movimento, é possível ver que foi instalado um palco improvisado do lado de fora do espaço, que estava enfeitado com faixas críticas ao governo e à PM.
Entre as pessoas que se apresentaram durante o festival, estava o travesti Isma, também conhecido pelo nome artístico Afro Boneca.
Uma das músicas mais ouvidas dele se chama “Socialismo da P******” e fala de maneira explícita sobre uma orgia trans.
Segundo o cantor, a música foi composta com inspiração em seu tempo de militância em movimentos de esquerda:
“‘Socialismo da P******’ é inspirada nesse momento da minha vida onde me encontrei na militância e tive essa fase super engajada, participei de ocupações, movimento estudantil, passeatas e etc, foi muito importante”.
As fotos do evento mostram que também se apresentou um DJ que usava uma camiseta com referências à URSS.
Segundo uma publicação do DCE da USP, as exigências do movimento para permitir que os alunos voltem a ter aulas incluem pontos como:
Apoio à Permanência de um salário mínimo paulista e meio (R$2.811);
Cotas trans, cotas PCD e Vestibular Indígena;
Fim das contrapartidas de nota e frequência mínima atreladas ao oferecimento dos auxílios;
Ampliação das políticas de permanência de mães na universidade.
Leia as exigências completas abaixo:
Muitas vezes esses alunos ficam em silêncio por conta de um fenômeno conhecido como espiral do silêncio.
De acordo com a pesquisadora especializada em opinião pública, Noelle-Neumann, as pessoas tendem a descobrir qual a visão dominante em um determinado ambiente e a reproduzem para evitar confrontos.
O pensamento hegemônico em um determinado lugar não é necessariamente aquele compartilhado pela maioria das pessoas, mas o com maior repercussão.
Em muitos casos, a maioria das pessoas podem até pensar de forma diferente, mas escondem suas visões, pois acreditam que são minoria.
A espiral do silêncio dentro das universidades é um dos temas do documentário original Unitopia.
A Brasil paralelo levou suas câmeras para as instituições de ensino mais famosas do Brasil para ver a real situação do ensino.
Assista gratuitamente ao primeiro episódio no vídeo abaixo:
Clique aqui para ter acesso ao resto da série, assina ao streaming da Brasil Paralelo, onde você terá acesso a todas as produções originais, além de filmes e séries selecionados.