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Universidade brasileira é considerada a melhor da América Latina

Três das cinco melhores instituições na região são brasileiras.

Por
Rafael Lorenzo M. Barretti
Publicado em
Universidade de Medicina da USP
Fonte da imagem: Reprodução

Apesar de cair uma posição em comparação com o ano anterior, a USP é considerada a melhor universidade da América Latina pelo Centro para Rankings Universitários Mundiais (CWUR).

A instituição paulista ocupa o 119º lugar em um total de 21.291 universidades analisadas em todo o mundo.

Isso significa que está dentro de um grupo que representa aproximadamente 0,6% das melhores no mundo.

Além disso, a USP está na 82ª posição quando o assunto é instituições com mais trabalhos acadêmicos citados.

A lista coloca o Brasil como o país com as melhores universidades da América Latina, com três das cinco principais instituições na região:

  • USP - 119ª posição;

  • UFRJ - 346ª posição;

  • Unicamp - 379ª posição;

  • Pontifícia Universidade Católica do Chile - 421ª posição

  • Universidad de Buenos Aires (UBA) - 423ª posição

USP está a 50 dias sem aula

A melhor universidade da América Latina está sem aulas há 50 dias por conta do movimento estudantil.

Cadeiras e mesas foram usadas para fazer piquetes e impedir que as salas possam ter atividades acadêmicas.

Os manifestantes estão acampando nas dependências da universidade, onde realizam atividades como lutas de boxe e até mesmo karatê.

Os protestos também estão contando com festas, incluíndo com show de uma cantora travesti e socialista

Quais são as exigências dos alunos da USP?

Segundo uma publicação do DCE da USP, as exigências do movimento para permitir que os alunos voltem a ter aulas incluem pontos como:

  • Apoio à Permanência de um salário mínimo paulista e meio (R$2.811);

  • Cotas trans, cotas PCD e Vestibular Indígena;

  • Fim das contrapartidas de nota e frequência mínima atreladas ao oferecimento dos auxílios;

  • Ampliação das políticas de permanência de mães na universidade.

Leia as exigências completas abaixo:

A espiral do silêncio na USP

Muitas vezes esses alunos ficam em silêncio por conta de um fenômeno conhecido como espiral do silêncio.

De acordo com a pesquisadora especializada em opinião pública, Noelle-Neumann, as pessoas tendem a descobrir qual a visão dominante em um determinado ambiente e a reproduzem para evitar confrontos.

O pensamento hegemônico em um determinado lugar não é necessariamente aquele compartilhado pela maioria das pessoas, mas o com maior repercussão.

Em muitos casos, a maioria das pessoas podem até pensar de forma diferente, mas escondem suas visões, pois acreditam que são minoria.

A espiral do silêncio dentro das universidades é um dos temas do documentário original Unitopia.

A Brasil paralelo levou suas câmeras para as instituições de ensino mais famosas do Brasil para ver a real situação do ensino.

Assista gratuitamente ao primeiro episódio no vídeo abaixo:

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