Filho do ex-presidente, Flávio foi deputado estadual desde os 22 anos e ocupa vaga no Senado.
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Flávio Bolsonaro confirmou a indicação de seu pai para concorrer à presidência nas eleições de 2026. Em uma publicação no X, ele disse que confirma a indicação e anuncia que:
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação.”
A expectativa é de que o senador comece a participar de eventos ao redor do Brasil e assumir protagonismo em embates com Lula, segundo o portal Metrópoles.
Filho mais velho do ex-presidente, Flávio nasceu em 1981 do primeiro casamento de Bolsonaro com Renata Nantes.
Formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, possui especialização em políticas públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro e em Empreendedorismo pela FGV.
Começou sua carreira política em 2003, aos 22, quando foi eleito deputado estadual no Rio de Janeiro pelo Partido Progressista.
Durante seus quatro mandatos consecutivos na Assembléia Legislativa do RJ, ganhou notoriedade por defender pautas ligadas à segurança pública.
Em 2016, tentou se candidatar à prefeitura do Rio pelo PSC. Naquela ocasião, recebeu 14% dos votos e ficou em quarto lugar.
No mesmo ano, Flávio e um segurança se envolveram em um tiroteio com dois criminosos, ferindo um deles.
Quando seu pai se elegeu como presidente da República, Flávio conseguiu uma vaga para o Senado com mais de 4,38 milhões de votos.
Com um perfil mais discreto nas redes sociais que seus irmãos, conquistou espaço na Mesa Diretora do Senado como 3º Secretário e assumiu um papel de articulação.
No Senado, acumula titularidades em diversas comissões, entre elas:
A maior crise envolvendo Flávio foi a investigação das "rachadinhas". Segundo o Ministério Público, funcionários de seu gabinete na Alerj devolviam parte dos salários.
A acusação afirmava que o esquema era operado por Fabrício Queiroz, policial aposentado e ex-assessor do senador.
Flávio sempre negou envolvimento. Em uma entrevista no programa Roda Viva, esclareceu que a denúncia da Alerj não foi enviada ao Judiciário:
“Sequer houve o recebimento de uma denúncia contra mim, o Judiciário nem apreciou aquilo… Eu sempre falei assim: ‘não tem problema nenhum de me investigar pode investigar, agora quero ser investigado dentro da Lei e não ser investigado a pré-determinação de me condenar por coisa que eu não fiz”.
O caso teve diversas reviravoltas, mas foi arquivado em 2021 após anulação de provas pelo STJ e STF.
Flávio também ganhou destaque nos noticiários das últimas semanas. Havia convocado uma vigília em frente à casa de Bolsonaro.
A manifestação foi apontada como um dos motivos para a transferência do ex-presidente para a superintendência da Polícia Federal.
Para Moraes, a mobilização poderia dificultar a fiscalização da prisão domiciliar e servir como cortina de fumaça para uma tentativa de fuga.
O evento religioso aconteceu apesar da prisão e Flávio criticou a decisão de Moraes na ocasião:
"O que está escrito aqui nessa sentença é que eu não posso orar pelo meu pai, que eu não posso orar pelo meu país, que eu não posso pedir a um padre para rezar um pai nosso em cima de um carro de som, porque isso seria um subterfúgio e uma fuga do Bolsonaro".
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