Governo americano o compara com Pablo Escobar e El Chapo. Sua organização movimenta mais de R$5,3 bilhões por ano.
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O FBI divulgou imagens de uma Mercedes CLK-GTR de 2002, avaliada em US$13 milhões, o equivalente a R$69,9 milhões.
O veículo foi apreendido durante uma investigação contra Ryan James Wedding, um dos 10 homens mais procurados pela polícia americana.
A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, chegou a falar que o criminoso é comparado a El Chapo e Pablo Escobar, faturando mais de US$1 bilhão ao ano com a cocaína.
“Ele controla uma das organizações de tráfico de drogas mais prolíficas e violentas deste mundo…Ele é o maior distribuidor de cocaína no Canadá.”
Antes de ser conhecido pelo crime e pela violência, ele já era famoso por um motivo muito diferente.
Wedding era visto como um jovem atleta promissor e chegou a representar o Canadá nos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City em 2002.
No entanto, ele não se saiu tão bem na competição, acabou em 24º lugar na prova de slalom gigante paralelo.

O snowboarding entrou na vida dele desde cedo. Aprendeu a esquiar ainda criança, nas pistas do Bay’s Mount Baldy ski resort, uma propriedade de seus avós.
O traficante teve uma infância confortável em uma família rica. Além do resort dos avós, seu pai era um engenheiro renomado e sua mãe enfermeira.
Com perfil atlético e carismático, Wedding parecia destinado ao sucesso. Mas sua trajetória tomou um rumo oposto.
Após o fim de sua carreira esportiva, Wedding se envolveu com o crime organizado. Em 2008, foi preso nos EUA ao tentar comprar cocaína de um agente infiltrado do FBI.
Condenado a quatro anos de prisão, foi libertado em 2011. A partir de então, estabeleceu conexões diretas ao cartel de Sinaloa e construiu um império das drogas.
Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, sua organização chega a importar 60 toneladas de cocaína por ano para a América do Norte.
A atuação criminosa inclui não apenas o tráfico de drogas, mas também lavagem de dinheiro e assassinatos.
Wedding teria sido o mandante da execução de uma testemunha federal em Medellín, Colômbia, em janeiro deste ano.
Até o momento, 10 pessoas foram presas por envolvimento com o assassinato, a maioria canadenses.
O crime fez com que o governo americano aumentasse a recompensa por informações que levem ao traficante para US$15 milhões (R$80 milhões) em 19 de novembro.
Além disso, ele é acusado de estar envolvido com execuções no Canadá, resultado de disputas internas.
Documentos revelam que ele contratava assassinos profissionais e usava sites canadenses para divulgar imagens de alvos e oferecer recompensas por informações.
Hoje com 44 anos, Wedding é conhecido por apelidos como El Jefe e Public Enemy. As autoridades acreditam que ele esteja escondido no México, protegido por membros do cartel de Sinaloa.
A investigação, batizada de “Operação Giant Slalom”, segue em andamento com apoio de agências internacionais e busca desmantelar por completo a rede liderada pelo ex-atleta.
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