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Dono da Choquei é preso em envolvimento com esquema de R$ 1,6 bilhão

Investigação aponta lavagem de dinheiro e uso de influenciadores em rede nacional.

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Redação Brasil Paralelo
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Raphael Souza, criador da Choquei - Foto: Reprodução | YouTube Barbacast - Podcast do Barba
Fonte da imagem: Raphael Souza, criador da Choquei - Foto: Reprodução | YouTube Barbacast - Podcast do Barba

Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, dono da página Choquei, foi preso pela Polícia Federal em Goiânia durante uma operação que investiga um esquema de transações ilegais que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão.

A prisão ocorreu em um condomínio de luxo da capital 

Após ser detido, ele foi levado à sede da PF, onde prestou depoimento por mais de uma hora. Segundo a polícia, o influenciador é suspeito de participar de um sistema que ocultava a origem de recursos por meio de operações financeiras complexas, incluindo movimentações em espécie e uso de criptoativos.

A investigação também alcançou nomes conhecidos da internet e da música 

Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de outros influenciadores e produtores de conteúdo com grande alcance nas redes sociais.

De acordo com os investigadores, parte da estrutura do grupo envolvia a utilização da visibilidade digital para fortalecer reputações e viabilizar relações financeiras suspeitas. 

Há indícios de que valores elevados eram pagos para divulgação de conteúdos favoráveis, criando uma camada de proteção pública para os envolvidos.

A página Choquei, criada por Raphael, se tornou uma das maiores do país no segmento de entretenimento. Com mais de 27 milhões de seguidores, o perfil publica diariamente conteúdos sobre celebridades, reality shows e acontecimentos virais. 

O alcance massivo levanta, agora, questionamentos sobre o papel dessas plataformas em operações de grande escala.

Ao todo, mais de 200 policiais federais participaram da operação, que cumpre dezenas de mandados de prisão e busca em diversos estados. 

Durante as ações, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e documentos. Também foram encontradas armas e objetos que podem ter ligação com o grupo investigado.

Segundo a Polícia Federal, os envolvidos podem responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

As defesas dos citados afirmaram que ainda não tiveram acesso aos autos do processo, que corre sob sigilo, e que devem se manifestar nos próximos dias.