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“Eles não eram ‘supostos gangsters’ para as suas vítimas”, diz Nayib Bukele ao criticar ONGs que buscariam defendê-los

A Human Rights Watch afirmou que os julgamentos em massa adotados por El Salvador podem comprometer as garantias de defesa.

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Redação Brasil Paralelo
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Nayib Bukele chegou à Presidência prometendo romper com o sistema tradicional e restaurar a segurança.
Fonte da imagem: Nayib Bukele chegou à Presidência prometendo romper com o sistema tradicional e restaurar a segurança.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, voltou a defender sua política de combate ao crime organizado e criticou a atuação de organizações não governamentais e parte da imprensa internacional.

Em publicação recente, Bukele afirmou que os detidos no país não podem ser tratados como “civis” ou “supostos membros de gangues”, como, segundo ele, têm sido descritos por alguns veículos e entidades. 

“Eles não eram ‘supostos gangsters’ para as suas vítimas”, escreveu, ao destacar o impacto da violência nas comunidades.

Segundo o presidente, cerca de 486 presos são líderes de organizações criminosas e já foram condenados por crimes como assassinatos, estupros, extorsão e sequestros. 

Ele também afirmou que o processo judicial em curso busca responsabilizá-los não apenas por crimes individuais, mas por cerca de 47 mil delitos ordenados por suas estruturas, incluindo mais de 29 mil homicídios.

A Human Rights Watch criticou o modelo adotado

Em resposta, a organização afirmou que, embora crimes de gangues devam ser investigados e punidos, os julgamentos em massa podem comprometer a análise individual dos casos e as garantias de defesa.

Bukele, por sua vez, defendeu a medida e argumentou que a responsabilização de líderes por atos cometidos por membros de suas organizações segue o princípio da “responsabilidade de comando”, já aplicado em contextos internacionais, como nos julgamentos de Nuremberg.

Ao final, o presidente afirmou que, para as vítimas e comunidades afetadas, os acusados não podem ser considerados inocentes e que o país tem o direito de adotar medidas rigorosas para garantir segurança e paz.

O que realmente acontece em El Salvador?

A equipe da Brasil Paralelo entrou dentro do maior presídio do país.
A equipe da Brasil Paralelo entrou dentro do maior presídio do país. — Produção Brasil Paralelo.

A experiência do país tem chamado a atenção do mundo: de um lado, a queda drástica da violência; do outro, críticas sobre os métodos adotados e seus impactos nas liberdades individuais.

Para entender esse cenário sem filtros, a Brasil Paralelo foi até El Salvador investigar de perto. 

O resultado está no documentário El Salvador, que será exibido gratuitamente no dia 11 de maio, às 20h.

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